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Como podem os candidatos dos Balcãs Ocidentais participar no Serviço Voluntário Europeu?

Jela Radovic foi, ela própria, voluntária europeia em Itália há alguns anos. Atualmente, coordena uma das cinco organizações acreditadas para o Serviço Voluntário Europeu (SVE), no Montenegro. Descubra como se tornar voluntário europeu.

Como é a relação da sua organização com o SVE?

Jela.- A nossa associação, o Centar za obrazovanje i odgoj Don Bosko, em Podgoritsa (Montenegro), envia jovens para o SVE no estrangeiro; em contrapartida, acolhemos jovens de outros países: Por exemplo, um dos nossos voluntários montenegrinos no SVE está atualmente em Espanha, e temos aqui um jovem voluntário de França. Também enviamos pessoas que queiram participar em programas Erasmus+, como seminários, ações de formação e intercâmbios de jovens, e promovemos o programa na universidade ou em escolas de línguas estrangeiras.

 

O que deve fazer um jovem que queira participar no SVE?

Jela.- Tal como na nossa organização, há pontos de contacto nas organizações que enviam pessoas. Podem entrar em contacto connosco ou com uma das organizações no país, para marcar uma reunião e receber mais informações sobre o programa. Também o podem fazer através da internet, consultando a Base de dados de projetos SVE e de organizações acreditadas, a fim de contactarem aquelas em que estão interessados. Enviem o CV e a carta de motivação e aguardem a resposta. De qualquer modo, recomendo que o voluntário seja paciente e persistente, pois, por vezes, o processo pode demorar vários meses. Assim que tiver escolhido um projeto, pode entrar em contacto connosco ou com outra organização de envio no seu país de origem e nós preencheremos o formulário de candidatura.

 

Como obter o visto de longa duração para o SVE?

Jela.- Quer as organizações de envio quer as de acolhimento ajudarão o voluntário. A organização de acolhimento envia-nos todos os documentos do acordo voluntário para nós traduzirmos, e o voluntário deverá então apresentá-los na embaixada. Tudo isto demora algum tempo e implica a coordenação de diversas pessoas, mas no final fica tudo resolvido.

 

Posso participar no SVE se não tiver um bom nível de inglês?

Jela.- Sim, por sinal, enviámos para os Países Baixos, para um SVE de curta duração, duas pessoas com uma barreira linguística: nunca tinham estado no estrangeiro ou tido a oportunidade de falar inglês. No entanto, a experiência foi muito positiva: não só melhoraram as suas competências em língua inglesa, como também ganharam autoconfiança e regressaram com uma série de ideias para colaborar com a nossa organização a nível local. Também é possível obter ajuda para aprender novas línguas antes da partida para o SVE.

 

De que modo o SVE mudou a sua vida?

Jela.- A nível pessoal, viver num país com pessoas que não conhecemos é um desafio e, ao mesmo tempo, uma experiência incrível. Às vezes, as pessoas não estão habituadas a fazer voluntariado, mas nem tudo tem a ver com dinheiro. O SVE dá-nos muitas vantagens. Eu decidi ir para Itália porque tinha estudado italiano na universidade; a minha maior motivação era a de ir para qualquer sítio onde pudesse falar a língua que tinha estudado. Fiz voluntariado numa organização que se dedica à informação para jovens. Aprendi imensas coisas novas ao participar nas atividades da associação, tais como redigir projetos europeus ou organizar eventos para os jovens, por exemplo. Antes de participar no programa, trabalhava num hotel e não sabia nada sobre as organizações não-governamentais (ONG), mas o SVE mudou a minha carreira. Quando regressei, comecei a trabalhar numa organização que se dedicava a projetos para crianças e agora sou a coordenadora desta ONG e ajudo as pessoas a participarem no SVE. 

Publicado: qui, 23/06/2016 - 11:33


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