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Da Sérvia para o Japão com o Erasmus Mundus

Depois de concluir uma licenciatura no domínio da robótica na Universidade de Novi Sad, na Sérvia, Nemanja Racievic decidiu candidatar-se a um mestrado Erasmus Mundus. Atualmente, está a fazer um doutoramento no Imperial College, em Londres. Fique a conhecer o percurso de Nemanja.

Por que motivo te candidataste a um Mestrado Erasmus Mundus?

Nemanja - Decidi fazer um mestrado no estrangeiro porque queria estudar uma parte específica da robótica que não podia estudar na Sérvia e também porque queria experimentar viver e estudar noutro país. Consultei o portal dos mestrados e encontrei um mestrado europeu em robótica avançada no quadro do Erasmus Mundus. Gostei do programa de estudos e decidi candidatar-me.

 

Como é que foi o processo de admissão a este mestrado?

Nemanja - Comecei por enviar o formulário de candidatura, as minhas notas e cartas de recomendação. Neste programa, pode-se ser aceite com ou sem bolsa, mas como tinha boas notas na Sérvia consegui arranjar uma bolsa de estudos. Como se trata de um mestrado conjunto, é possível escolher os países onde se quer estudar de entre quatro países. Optei por fazer o meu primeiro ano na Universidade de Génova, em Itália, e o segundo em Nantes, em França. Além disso, durante o segundo ano, há a possibilidade de escrever a tese numa instituição parceira da Ásia. Candidatei-me à Universidade de Keio, em Tóquio, e fui aceite. Passei cinco meses no Japão.

 

Quais são as diferenças entre estudar na Sérvia e numa universidade estrangeira?

Nemanja- Não notei grandes diferenças a nível da qualidade dos estudos. Mas, por exemplo, na Universidade de Génova o equipamento era melhor, já que a universidade tem mais dinheiro. A forma como os estudos eram organizados também incentivava uma maior independência dos estudantes. Por exemplo, davam-nos um problema matemático para resolver e tínhamos de encontrar a forma de o fazer sozinhos. Os alunos trabalhavam em grupos e apoiavam-se mutuamente. Isso ajudou-me, por exemplo, a aprender italiano.

 

O mestrado foi útil para a tua carreira?

Nemanja - Sim. Escrevi a minha tese de mestrado em Tóquio sobre robótica móvel e decidi que queria continuar a trabalhar neste domínio. Não existem muitas universidades onde se possa estudar esta matéria. Uma delas era o Imperial College de Londres, no Reino Unido. Candidatei-me para fazer o doutoramento nesta universidade e fui aceite. É onde estou a estudar agora.

 

Recomendarias esta experiência a outros jovens?

Nemanja - Sem dúvida! Mudei muito com esta experiência. Este tipo de experiências contribuem muito para o desenvolvimento pessoal. Aprender outras línguas e conhecer culturas diferentes permite ver algumas coisas de uma perspetiva diferente e adotar uma atitude mais crítica. Todos deveriam passar por uma experiência deste tipo, pelo menos, uma vez na vida. 

Publicado: sex, 24/06/2016 - 12:55


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