CRONOLOGIA

1951

Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA)

A Alemanha Ocidental, a Bélgica, a França, a Itália, o Luxemburgo e os Países Baixos decidem criar um mercado comum do carvão e do aço, passando estas matérias-primas a ser regulamentadas a nível supranacional. Subjacente à criação desta comunidade está a ideia de retirar a gestão do carvão e do aço, dois recursos que desempenharam um papel crucial nas duas guerras mundiais, do âmbito da soberania nacional, a fim de assegurar uma paz duradoura. Esta etapa representa o início do processo de integração económica e o primeiro passo para a criação de um mercado único. Motivados pelo êxito desta comunidade, os seis países concordam posteriormente em integrar outros setores das suas economias com o objetivo de suprimir os entraves ao comércio e de constituir um mercado comum. A Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM) foram criadas em 1957.

1970

Relatório Werner

Os responsáveis europeus criam um grupo de alto nível, dirigido pelo primeiro-ministro luxemburguês Pierre Werner, para elaborar um relatório sobre como realizar uma união económica e monetária (UEM) no prazo de dez anos. O relatório do grupo é publicado em outubro de 1970.

1979

Sistema Monetário Europeu

O projeto de uma união económica e monetária é relançado com a criação do Sistema Monetário Europeu (SME) e do ECU, uma moeda virtual comum usada como unidade de conta. No âmbito do Sistema Monetário Europeu, os países da UE concordam em manter as suas moedas dentro de um determinado intervalo de flutuação. É o início do mecanismo de taxas de câmbio do SME.

1989

Comité Delors: «um mercado, uma moeda»

O êxito do Sistema Monetário Europeu incentiva os países da UE a aprofundarem o debate sobre como realizar uma união económica e monetária. É criado o Comité Delors para refletir sobre medidas específicas a tomar progressivamente para tornar possível uma verdadeira moeda única. O relatório resultante dos trabalhos do comité propõe três etapas para a concretização de uma união económica e monetária.

1990

Livre circulação de capitais

Primeira etapa da União Económica e Monetária (UEM): são abolidas todas as restrições à circulação de capitais entre os países da UE.

1992

Tratado de Maastricht

Em 1992, os dirigentes europeus assinam o Tratado da União Europeia em Maastricht, nos Países Baixos. O tratado contém as disposições necessárias para implantar a União Económica e Monetária (UEM). Os dirigentes chegam a acordo quanto aos critérios  que cada país deve respeitar para poder adotar a moeda única.

1994

Instituto Monetário Europeu

Segunda etapa da União Económica e Monetária: é criado o Instituto Monetário Europeu (IME) com sede em Frankfurt. O IME é responsável por todos os trabalhos preparatórios necessários para que o Banco Central Europeu possa assumir a responsabilidade pela política monetária na zona euro. Assiste-se a uma coordenação acrescida das políticas monetárias e ao reforço da convergência económica.

1998

Banco Central Europeu

Em 1 de junho de 1998, entra em funcionamento o Banco Central Europeu (BCE), que vem substituir o IME, com sede também em Frankfurt. O BCE é a coluna vertebral do Eurosistema e do Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC), juntamente com os bancos centrais nacionais de todos os países da UE.

1999

Nasce o euro

Terceira etapa da União Económica e Monetária: após uma década de preparativos, em 1 de janeiro de 1999, as taxas de câmbio são fixadas irrevogavelmente pelos onze países da UE participantes. A competência relativa à política monetária é transferida dos bancos centrais nacionais para o Banco Central Europeu. O euro é lançado como «moeda escritural» nos mercados financeiros e usado para fazer pagamentos eletrónicos. O euro torna-se a moeda oficial não só de Portugal, como também na Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. Em 2001, a Grécia é o 12.º país a adotar o euro.

2002

Notas e moedas de euros

Após três anos marcados pela coexistência do euro como «moeda escritural» paralelamente às moedas nacionais, os doze países trocam as suas antigas notas e moedas nacionais por notas e moedas de euros. Trata-se da maior mudança de numerário da História.

2007

A Eslovénia adere à zona euro

2008

A Chipre adere à zona euro

A Malta adere à zona euro

A crise financeira mundial e a resposta da UE

Em 2008, uma crise económica e financeira mundial eclode e alastra à zona euro. Alguns países, como Portugal, Espanha, Chipre, Grécia e Irlanda, são particularmente afetados. As instituições europeias tomam rapidamente medidas para socorrer financeiramente estes países e para reforçar a governação e a resiliência da União Económica e Monetária (UEM). Nos anos seguintes, são lançadas uma série de iniciativas importantes, como o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o Semestre Europeu e a União Bancária.

2009

A Eslováquia adere à zona euro

2011

A Estónia adere à zona euro

2012

Medidas para preservar o euro

Em julho de 2012, para restabelecer a confiança dos mercados e apoiar os países da zona euro sob pressão, o Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, anuncia que «No âmbito do nosso mandato, o BCE está preparado para fazer tudo o que for necessário para preservar o euro. E acreditem, será suficiente.» Esta declaração é acompanhada por uma série de medidas destinadas a suscitar confiança e a assegurar o bom funcionamento dos mercados financeiros. A resposta imediata do BCE, juntamente com a disponibilização de liquidez aos bancos, a manutenção de taxas de juro baixas e outras medidas posteriores, como o programa de flexibilização quantitativa, apoiam o crescimento económico em toda a zona euro e contribuem para um regresso a taxas de inflação inferiores, mas perto de 2%. A ação decisiva da União Europeia e dos seus Estados-Membros volta a colocar a Europa numa trajetória de crescimento e prosperidade.

2014

A Letónia adere à zona euro

Sistema unificado europeu de supervisão dos bancos

A supervisão dos bancos nos países que usam o euro decorre ao abrigo do Mecanismo Único de Supervisão, sob a direção do Banco Central Europeu. O objetivo da supervisão bancária europeia é garantir que os bancos europeus são seguros (e, por conseguinte, as suas poupanças!).

2015

A Lituânia adere à zona euro

A partir de 2015 – Aprofundamento da União Económica e Monetária

Em junho de 2015, os presidentes de cinco instituições e organismos europeus, designadamente, da Comissão Europeia, do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu, do Banco Central Europeu e do Eurogroupo, publicam um projeto de aprofundamento da União Económica e Monetária, conhecido como o Relatório dos Cinco Presidentes. As ideias expostas no relatório são desenvolvidas em vários documentos de reflexão em 2017. A fase de execução começa com o pacote de medidas de aprofundamento da UEM, proposto pela Comissão em dezembro de 2017, o qual prevê novas iniciativas para reforçar a unidade, a eficiência e a responsabilização democrática na UEM e para completar a União Bancária.

Em 2015, a Comissão Juncker apresenta o Plano de Investimento para a Europa, que visa relançar o investimento e impulsionar o crescimento e o emprego. É igualmente lançado um plano para a criação de um verdadeiro mercado único de capitais na UE, a União dos Mercados de Capitais.

A história do euro e do Banco Central Europeu

O EURO EM NÚMEROS

74 %DOS EUROPEUS
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Atualmente, 74% dos europeus são a favor da União Económica e Monetária Europeia e de uma moeda única, o euro. Esta é a maior percentagem de sempre.

340MILHÕES DE EUROPEUS
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O euro é a moeda comum de 340 milhões de europeus. A moeda de sessenta países e territórios, que representam 175 milhões de pessoas, está indexada direta ou indiretamente ao euro.

2daMOEDA
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O euro é a segunda moeda no mundo para pagamentos internacionais, empréstimos, e constituição de reservas pelos bancos centrais.