EU PROTECTS > A nossa sociedade > Para uma transição sem sobressaltos: como é que a UE contribui para a adaptação dos trabalhadores a uma economia em transformação

«Quando perdi o emprego que tive durante 17 anos, não sabia como encontrar outro.»

Ourania Koutrouvi

A globalização afeta cada vez mais as nossas vidas. Uma economia globalizada pode trazer melhores tecnologias e mais serviços e bens a preços mais baixos, mas estes benefícios não devem ser obtidos à custa do emprego na Europa. Em 2015, as indústrias química e petrolífera da Estónia foram gravemente afetadas pela concorrência mundial. Esta situação provocou despedimentos generalizados, em especial na região de Ida-Virumaa. Por motivos semelhantes, centenas de trabalhadores de supermercados da região de Tessália, na Grécia, ficaram sem emprego quando um supermercado regional faliu.

Desde 2007 que a UE ajuda os trabalhadores europeus que perderam o emprego devido à globalização. Em 2016, a Estónia e a Grécia receberam financiamento da UE para a realização de programas de formação profissional destinados a milhares de trabalhadores despedidos. Conheça as pessoas que os ajudaram a desenvolver competências profissionais, a encontrar novos empregos e a recuperar o controlo do seu futuro.

Para uma transição sem sobressaltos: como é que a UE contribui para a adaptação dos trabalhadores a uma economia em transformação

A globalização oferece muitas oportunidades. No entanto, pode também levar a cortes salariais e à perda de postos de trabalho. É por esta razão que a UE colabora com os países europeus para ajudar os trabalhadores a adquirirem novas competências e a encontrarem emprego num mundo em mudança.

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Bistra Valchanova

Búlgara, Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização, Comissão Europeia

Bélgica

«Uma economia mais globalizada trouxe benefícios, mas estes não devem custar aos europeus os seus empregos.» 

«A minha equipa analisa pedidos de financiamento apresentados por países de toda a União Europeia. Olhamos para as necessidades e oportunidades de emprego do país em causa, tendo em conta os setores mais afetados pelos despedimentos. Os países podem pedir o financiamento da UE para disponibilizar formação e aconselhamento aos trabalhadores que perderam o emprego devido à concorrência mundial ou à crise financeira e económica. Estamos aqui, juntamente com os países da Europa, para apoiar esses trabalhadores na transição para novos empregos.»

«O que conta são as pessoas e a UE ajuda a criar oportunidades de emprego para elas.»

 - Bistra Valchanova

Annika Sepp

Departamento do Emprego, Ministério dos Assuntos Sociais

Estónia

«Em 2016, solicitámos fundos da UE para combater o elevados nível de desemprego na região de Ida-Virumaa, em especial nos setores mais atingidos pela concorrência mundial.»

«Graças ao financiamento da UE, introduzimos um programa até aí inédito na Estónia. Entre 2016 e 2018, apoiámos 124 pessoas anteriormente empregadas nos setores energético, petrolífero e químico nos seus estudos de formação profissional ou no ensino superior. Tinham a oportunidade de atualizar as suas qualificações ou aprender competências para uma nova profissão. Queríamos ajudá-las a tornar-se mais competitivas no mercado de trabalho regional. Estamos agora a aplicar a nossa experiência na região de Ida-Virumaa a projetos de formação semelhantes por toda a Estónia.»

«Graças ao financiamento da UE, encontrámos novas formas de reduzir o desemprego a nível nacional.»

 - Annika Sepp

Marina Platanaki

Departamento do Emprego e da Economia Social, Ministério do Trabalho

Grécia

«Supervisiono a distribuição dos fundos que a Grécia recebe da UE para ajudar a combater os efeitos negativos da globalização e da crise económica. Tenho contactos com outros serviços públicos e organizações na Grécia, bem como com representantes dos trabalhadores despedidos em setores específicos. É importante obter financiamento para projetos que ajudem diretamente as comunidades que mais sofrem com as perdas de postos de trabalho.» 

«Reúno também regularmente com os serviços de emprego regionais e com representantes dos trabalhadores para assegurar uma utilização justa e adequada do financiamento da UE.»

«Na UE, estamos protegidos por uma rede de segurança que ajuda a satisfazer as necessidades de emprego a nível local e regional.»

 - Marina Platanaki

Paspalas Ioannis

Instituto Nacional do Trabalho e dos Recursos Humanos

Grécia

«Com os fundos da UE, tínhamos por objetivo recolocar 557 trabalhadores desempregados no mercado de trabalho. Até 2015, todos estes trabalhadores tinham trabalhado no supermercado Larissa, uma cooperativa de mercearias da região da Tessália e um nome conhecido localmente desde 1986. Esses trabalhadores ficaram sem trabalho após a falência da cooperativa.»

«De julho de 2017 a fevereiro de 2018, os antigos empregados do Larissa participaram em cursos de formação, dirigidos por oito serviços de emprego regionais, institutos de aprendizagem e uma equipa de orientadores pessoais certificados. Os orientadores aconselharam os participantes sobre candidaturas a emprego, técnicas de entrevista ou mesmo sobre como abrir a sua própria loja ou empresa.»

«O nosso projeto terminou há seis meses. Cerca de metade dos participantes já encontrou novos postos de trabalho e 13 criaram as suas próprias empresas.»

 - Paspalas Ioannis

Ourania Koutrouvi

Prefeitura de Larissa, na Tessália

Grécia

«Trabalhei para o supermercado Larissa durante 17 anos como vendedora e controladora de existências. Depois de ter sido despedida, comecei, em julho de 2017, um programa de formação profissional com outros antigos colegas. No início, tivemos de fazer um plano individual com os nossos objetivos de carreira e o tipo de curso a seguir. Hoje, trabalho para a prefeitura num setor totalmente diferente: prevenção de incêndios e proteção dos ecossistemas nacionais.» 

«As minhas novas competências permitiram-me iniciar uma nova carreira.»

 - Ourania Koutrouvi

Sabia que...?

Solidariedade numa crise

O Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG) apoia trabalhadores despedidos devido a mudanças económicas fora do seu controlo. Ao ajudar os trabalhadores a encontrar emprego, o FEG ajuda também as regiões europeias a lidar com elevadas taxas de despedimento e outros efeitos negativos da globalização. Contudo, o FEG apoia unicamente trabalhadores despedidos. Não se destina a manter as empresas em atividade ou a torná-las mais competitivas no mercado mundial.

150 000

Número de trabalhadores que, depois de perderem o emprego inesperadamente, beneficiaram de financiamento da UE desde 2007. O FEG contribui também para encaminhar 4100 jovens (entre os 15 e os 29 anos) para o emprego, a educação ou a formação.

56 000 postos de trabalho em PME e microempresas

Embora os despedimentos em pequenas empresas tenham uma menor cobertura mediática, os trabalhadores em causa são igualmente importantes. Desde 2007, o FEG foi mobilizado 78 vezes para apoiar antigos trabalhadores de PME e de microempresas. Para beneficiarem do FEG, as PME têm de exercer a sua atividade no mesmo setor e estar estabelecidas na mesma região ou em duas regiões contíguas.

60%

Percentagem de despesas cobertas pela UE através do FEG. Estes fundos destinam-se a ajudar os países da UE a lançarem projetos de emprego com uma duração de dois anos.

160

Número de vezes que os fundos foram mobilizados na sequência de pedidos de vários países da UE desde 2007. O número de projetos e setores envolvidos difere de país para país.

QUEM SÃO OS OUTROS HERÓIS QUE PROMOVEM A SOLIDARIEDADE NA EUROPA?

Talvez alguns destes heróis sejam do seu país.

Apoiada pela UE, existe uma rede de heróis locais que trabalham em conjunto para ajudar a ultrapassar problemas sociais como a pobreza, as práticas comerciais prejudiciais, os despedimentos, entre outros. Desde assistentes sociais a bombeiros, especialistas em defesa comercial e detetives policiais, saiba como a UE apoia os heróis locais no seu país.