Navigation path

Left navigation

Additional tools

Vice-Presidente Antonio Tajani em Lisboa: criar novas parcerias de empresas pode contribuir para a recuperação das PME portuguesas

European Commission - MEMO/13/1062   28/11/2013

Other available languages: EN FR IT

Comissão Europeia

NOTA INFORMATIVA

Bruxelas, 28 de novembro de 2013

Vice-Presidente Antonio Tajani em Lisboa: criar novas parcerias de empresas pode contribuir para a recuperação das PME portuguesas

Portugal é um dos países europeus mais afetados pela crise económica, mas começou recentemente a mostrar sinais de recuperação. Para ajudar as PME portuguesas a sair da recessão e contribuir para o relançamento da economia portuguesa, o Vice-Presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, vai hoje a Lisboa, acompanhado por Daniel Calleja Crespo, Diretor-Geral da DG Empresas e Representante para as PME. A acompanhá-los estarão representantes de cerca de 150 empresas europeias, que irão participar em mais de 1 800 encontros bilaterais com PME portuguesas para criar novas parcerias e debater oportunidades de colaboração em setores-chave da economia portuguesa, como o turismo, a agricultura e a economia do mar.

Estratégia para o crescimento

Uma parte importante desta visita é a conferência sobre a «Estratégia Europa 2020 para o crescimento», a que o Vice-Presidente irá dar início juntamente com o vice‑primeiro‑ministro português, Paulo Portas. As questões abordadas incluirão a internacionalização das PME e as tecnologias facilitadoras essenciais, bem como o acesso ao financiamento, que continua a ser um dos principais obstáculos ao crescimento em muitos países do Sul da Europa. O Vice-Presidente irá aproveitar a oportunidade para apresentar o COSME, um novo programa com a dotação de 2,3 mil milhões de euros, destinado a ajudar as PME a superar os principais desafios com que atualmente se deparam, tais como o acesso ao financiamento e aos mercados estrangeiros, a melhoria do enquadramento das empresas e o apoio aos empreendedores. Entre outros aspetos, este programa irá ajudar as empresas da UE, incluindo as portuguesas, a lidar com a presente crise do crédito, pois possibilitar-lhes-á receber mais de 22 mil milhões de euros em empréstimos garantidos ao longo dos próximos sete anos (IP/13/1135).

Um ponto fulcral desta visita, organizada pela «AICEP Portugal Global», a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, será o evento para criação de redes entre empresas, que terá lugar no dia 29 de novembro. Esse evento tem como objetivo promover parcerias entre empresas portuguesas e outras empresas da UE, mas também com outros países não europeus, em setores identificados como cruciais para o crescimento em Portugal, incluindo:

  • a economia do mar (por exemplo, atividades offshore, como a energia eólica, a energia das ondas e a das marés, bem como a indústria de cruzeiros, o turismo náutico e a indústria naval);

  • os produtos farmacêuticos e a biotecnologia;

  • os cuidados de saúde;

  • o turismo;

  • os componentes automóveis e aeronáuticos;

  • as tecnologias da informação e da comunicação;

  • a agricultura e os bens alimentares;

  • os materiais de construção;

  • a indústria química e petroquímica.

No decurso da visita, o Vice-Presidente irá também encontrar-se com o Presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, assim como com dois outros ministros portugueses: o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e o Ministro da Economia, Pires de Lima.

Do fundo da recessão para os primeiros sinais de recuperação

A crise económica mergulhou Portugal numa recessão profunda e prolongada entre 2008 e 2013, tendo-se registado um acentuado declínio, tanto para as empresas grandes como para as pequenas, em todos os setores de atividade. A crise atingiu de maneira especialmente aguda as pequenas empresas, ou seja, as que empregam até 10 pessoas, representando 94 % do número total de empresas e 40 % dos trabalhadores do setor privado.

Ambiente empresarial favorável

As previsões para o futuro, no entanto, deixam margem para um otimismo cauteloso. Registaram-se progressos satisfatórios no domínio da simplificação administrativa, bem como na redução dos custos da legislação para as PME. A recente análise do desempenho das PME para Portugal (MEMO/13/1045), que avalia a forma como o país tem vindo a aplicar os princípios do Small Business Act (legislação europeia relativa às pequenas e médias empresas), revela que foram obtidos resultados animadores.

Prevê-se que as reformas realizadas por Portugal venham a travar as tendências negativas dos últimos anos e a começar a ter efeitos positivos sobre o crescimento e o emprego. Prevê-se uma recuperação modesta para 2014, mas uma recuperação integral para os níveis anteriores à crise não está ainda no horizonte.

Portugal passou também recentemente o «teste da Troica» (UE, BCE e FMI) relativo ao cumprimento das condições do seu resgate (bailout), o que significa que satisfaz os critérios para receber um novo financiamento dos seus credores no valor de 5,6 mil milhões de euros. A previsão para o emprego em 2014 também melhorou: a taxa de desemprego agora prevista é de 17,7 %, em vez dos 18,5 % inicialmente estimados. No entanto, há ainda muito por fazer.

Um país com grande potencial de inovação

Para além de ter introduzido melhorias no ambiente empresarial das PME, Portugal é um país com grande potencial em matéria de inovação e investigação. A título de exemplo:

  • Ocupa um lugar de topo entre os países da UE no que toca ao número de doutoramentos por 1 000 habitantes. Além disso, 40 % dos estudantes do ensino superior estão inscritos em cursos nas áreas das engenharias, das ciências e dos cuidados de saúde.

  • Acolhe várias instituições de I&D de craveira mundial, recentemente criadas, em domínios altamente inovadores como, por exemplo, as nanotecnologias, a biotecnologia e a biomedicina.

Neste contexto, o Vice-Presidente vai também aproveitar esta visita para salientar as oportunidades de financiamento oferecidas pelo novo programa de investigação e inovação «Horizonte 2020». Por exemplo, um novo «Instrumento a favor das PME» irá (com o auxílio da Enterprise Europe Network – a rede europeia de empresas) apoiar as PME inovadoras durante um ciclo completo de inovação, ou seja, desde a conceção da ideia inovadora até à criação final do novo produto ou serviço. As empresas terão a responsabilidade de comercializar as suas inovações utilizando os mecanismos existentes de acesso ao financiamento.

No dia 29 de novembro, o Vice-Presidente Tajani irá igualmente inaugurar a Exposição Espacial Europeia em Lisboa. O objetivo desta exposição é mostrar aos cidadãos como a política espacial europeia e as tecnologias espaciais trazem benefícios para a nossa vida quotidiana, bem como a sua importância para a economia europeia e a criação de emprego. Mais de 300 000 cidadãos europeus já visitaram a Exposição Espacial Europeia, que continua a fazer a ronda das grandes cidades europeias.

Mais informações sobre a visita a Portugal


Side Bar

My account

Manage your searches and email notifications


Help us improve our website