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O Programa Erasmus em 2010-2011: Números Explicados

Commission Européenne - MEMO/12/310   08/05/2012

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MEMO/12/310

Bruxelas, 8 de maio de 2012

O Programa Erasmus em 2010-2011: Números Explicados

A Comissão Europeia publicou hoje novos dados sobre o número de estudantes, docentes e outro pessoal do ensino superior que beneficiou do programa Erasmus no ano letivo de 2010-2011 (IP/12/454). Um total de 231 410 estudantes europeus e 42 813 profissionais do ensino superior receberam apoio financeiro deste programa para estudar, realizar um estágio, ensinar ou receber formação.

O programa Erasmus permite aos estudantes do ensino superior permanecer 3 a 12 meses noutro país europeu, para realizar um período de estudos ou de estágio numa empresa ou noutro tipo de organização. Qualquer estudante inscrito numa instituição de ensino superior participante, de um dos 33 países Erasmus (Estados‑Membros da UE, Croácia, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Turquia e, a partir de 2011-2012, Suíça), pode beneficiar deste apoio. Os estudantes que frequentam um curso de curta duração do ensino profissional avançado também podem beneficiar das vantagens oferecidas pelo programa.

Novo recorde: mais de 230 000 estudantes Erasmus

Desde a criação do programa, o número de estudantes que recebeu uma bolsa Erasmus tem vindo a crescer. Tendo ultrapassado 200 000 pela primeira vez em 2009-2010, o número de estudantes em mobilidade no estrangeiro para estudar ou receber formação subiu para 231 410 em 2010‑2011, o que representa um novo recorde e um aumento de 8,5 % em relação ao ano letivo anterior (em 2009-2010, o aumento face ao ano precedente foi de 7,4 %).

Gráfico 1: Número de estudantes Erasmus por ano (de 1987-1988 a 2010‑2011)

Gráfico 2: Mobilidade de estudantes Erasmus – Alteração relativa do número de estudantes, por país de origem, entre 2009-2010 e 2010-2011

Tal como indicado no gráfico 2, o número de estudantes Erasmus aumentou em quase todos os países. O maior aumento em termos de saída de estudantes registou-se na Croácia (132 %), seguida pelo Liechtenstein (52 %) e por Chipre (22 %). Em 19 países, registou-se um crescimento acima da média de 8,5 %.

O Luxemburgo foi o único país em que o número de estudantes Erasmus diminuiu (‑5,8 %). Continua, porém, a ser o país com a maior percentagem de envio de estudantes para o estrangeiro, em relação à sua população nacional de estudantes.

Campeões Erasmus

No seu conjunto, a Espanha foi o país que enviou mais estudantes para fins de estudo e de estágio (36 183), surgindo depois a França (31 747) e a Alemanha (30 274).

Tendo acolhido 37 432 estudantes, a Espanha foi também o país de destino mais popular, seguida pela França (27 721) e pela Alemanha (24 734). O Reino Unido acolheu o dobro de estudantes (24 474) do número enviado para o estrangeiro (12 833). Na maioria dos países, o número de estudantes enviados foi superior ao número de estudantes acolhidos. A este respeito, o melhor equilíbrio verificou-se na Eslovénia, seguida pela Áustria, pelos Países Baixos e pelo Luxemburgo.

Um total de 3 041 instituições de ensino superior enviou estudantes em intercâmbios de mobilidade, o que representa um aumento de 6,6 % relativamente ao ano anterior.

Gráfico 3: Mobilidade de estudantes Erasmus Média mensal das bolsas na UE

A bolsa média mensal na UE diminuiu de 254 euros em 2009-2010 para 250 euros em 2010-2011. Esta redução permitiu beneficiar mais estudantes do que no ano anterior. O gráfico acima mostra a bolsa média mensal atribuída aos estudantes enviados a partir dos diversos países. A Comissão estabelece um limite máximo para a bolsa mensal atribuída pelos países, mas o montante exato em cada caso é fixado pelas agências nacionais e pelas instituições de ensino superior que gerem o programa.

Em 2010-2011, 254 estudantes com necessidades especiais ou incapacidade receberam uma bolsa suplementar para participar num intercâmbio Erasmus, face a 257 estudantes em 2009-2010.

Aumento de 7,2 % para os períodos de estudos Erasmus

O programa Erasmus possibilita aos estudantes a realização de uma parte dos estudos noutra instituição de ensino superior, por um período de 3 a 12 meses, no estrangeiro.

Do total de 231 410 estudantes Erasmus, 190 498 deslocaram-se ao estrangeiro para fins de estudo, ou seja, um aumento de 7,2 % face a 2009-2010. Este número diminuiu em três países (Luxemburgo, Hungria e Polónia), mas 16 países registaram um aumento acima da média. Em termos relativos, o maior aumento face a 2009‑2010, verificou-se na Croácia (96,6 %), seguida pelo Liechtenstein (84,2 %) e por Chipre (25,1 %).

Espanha enviou o número mais elevado de estudantes para fins de estudo (31 427), seguida pela França (25 789) e pela Alemanha (25 178). Espanha continua a ser o destino mais popular para estudar no estrangeiro, tendo acolhido 30 580 estudantes Erasmus (+4,3 %), seguida pela França (23 173, +5,2 %) e pela Alemanha (19 120, +6,6 %).

Em média, o período de estudos no estrangeiro correspondeu a pouco mais de 6,4 meses e a bolsa média foi de 226 euros (contra 230 euros no ano anterior).

As áreas de estudo mais populares para os estudantes Erasmus foram as ciências sociais, os estudos comerciais e o direito (34,7 %), seguindo-se as humanidades e as artes (31,5 %), e a engenharia, os estudos industriais e a construção (12,6 %).

Aumento de 15 % para os períodos de estágio Erasmus

Desde 2007, o programa Erasmus tem oferecido aos estudantes a oportunidade de se deslocarem ao estrangeiro para adquirirem experiência profissional numa empresa ou noutro tipo de organização. Em 2010-2011, um em cada seis estudantes Erasmus (40 912 de 231 410) fez esta opção, registando-se um aumento de 15,1 % em relação ao ano anterior. A duração média dos estágios correspondeu a 4,3 meses, tendo os estudantes recebido uma bolsa média mensal na UE de 366 euros (contra 386 euros, em 2009-2010).

Tal como nos últimos anos, a França foi o país que enviou o maior número de estudantes para estes estágios (5 958, 14,6 %), seguida pela Alemanha (5 096, 12,5 %) e pela Espanha (4 756, 11,6 %). O Reino Unido foi o destino mais popular para a realização dos estágios Erasmus, acolhendo 6 970 estudantes (17 %), seguida pela Espanha (6 852, 16,7 %) e pela Alemanha (5 614, 13,7 %).

Para facilitar a realização dos estágios no estrangeiro, as instituições de ensino superior podem formar consórcios. Estes consórcios incluem instituições de ensino superior e outras organizações, como empresas ou associações. Em 2010-2011, foram financiados cerca de 74 destes consórcios em 13 países, que garantiram a colocação em estágio de 14 % dos estudantes.

As áreas de estudo da maioria dos estudantes envolvidos num estágio Erasmus foram as ciências sociais, os estudos comerciais e o direito (26,6 %), seguidos pelas humanidades e as artes (17,1 %), que haviam registado o número mais elevado no ano letivo anterior, e pela agricultura e a medicina veterinária (15,4 %), cujo número octuplicou face ao ano anterior.

Quantos estudantes Erasmus do ensino superior (licenciatura e mestrado) existem nos países participantes neste programa? Quantos desses estudantes realizaram uma parte ou a totalidade dos seus estudos no estrangeiro em 2010-2011?

Cerca de 1 % de mais de 22,5 milhões de estudantes recenseados, nos 32 países participantes, recebeu uma bolsa de mobilidade Erasmus em 2010-20111.

Partindo do princípio de que a duração média de estudos nas instituições de ensino superior é de 4 a 5 anos (licenciatura e mestrado), pode estimar-se que cerca de 4,5 % de todos os estudantes europeus beneficiaram de uma bolsa Erasmus em algum momento dos seus estudos superiores. Desse total, 67 % correspondem a bolsas de licenciatura, 28 % a bolsas de mestrado, 1 % a bolsas de doutoramento e 4 % a programas de estudos de curta duração. Cerca de 10 % de todos os alunos efetuam ou efetuaram parte ou a totalidade dos seus estudos no estrangeiro, com o apoio do programa Erasmus ou de outros meios públicos e privados.

Na reunião de Bucareste (Roménia), em 26 e 27 de abril de 2012 (IP/12/394), os ministros do ensino superior adotaram a Estratégia de Mobilidade de Bolonha, que estabelece que, até 2020, 20 % dos diplomados do ensino superior europeu deverão ter realizado parte dos seus estudos no estrangeiro, em conformidade com o nível de referência europeu adotado em novembro de 2011 para a mobilidade no ensino superior.

Cursos Intensivos de Línguas Erasmus (CILE)

O Erasmus oferece cursos especializados das línguas menos utilizadas e menos ensinadas na UE, para ajudar a preparar os estudantes que desejam estudar ou realizar um estágio no estrangeiro. Os cursos são organizados nos países em que estas línguas são oficialmente utilizadas. Não existem cursos das línguas mais ensinadas como o inglês, o alemão, o francês e o espanhol (castelhano).

O número de CILE apoiados aumentou significativamente desde o seu lançamento. Em 2010-2011, foram organizados 392 cursos (contra 361, no ano precedente, ou seja, +8,6 %) em 24 países, para um total de 5 872 estudantes Erasmus (+9 %).

Os destinos mais populares para aprendizagem de línguas estrangeiras foram a Itália, a Bélgica (Comunidade Flamenga) e Portugal. A Eslovénia registou a percentagem mais elevada de estudantes acolhidos para cursos de línguas (18,9 % de todos os estudantes Erasmus acolhidos), seguida pela Islândia (13,9 %) e pela Estónia (12,7 %).

Mobilidade de pessoal Erasmus (missões de ensino e formação)

O programa Erasmus também apoia a deslocação de pessoal docente e de profissionais de empresas privadas ao estrangeiro, para ensinar, por um período de um dia a seis semanas. Além disso, qualquer membro do pessoal docente e não docente de uma instituição de ensino superior pode receber formação no estrangeiro, por um período de cinco dias a seis semanas.

No ano letivo de 2010-2011, o programa Erasmus apoiou 42 813 intercâmbios de pessoal docente e não docente de instituições do ensino superior, para ensinar ou receber formação no estrangeiro. Tal representa um aumento anual de 13,3 %, uma subida consideravelmente maior do que no ano anterior (3,8 %).

Os principais países de envio foram a Polónia (5 210), seguida pela Espanha 4 506) e pela Alemanha (3 674). O principal destino da mobilidade de pessoal foi a Espanha (4 304), seguida pela Alemanha (4 195) e pela Itália (3 703). Os fluxos de entrada e saída dos intercâmbios de pessoal são geralmente mais equilibrados do que os dos estudantes.

Em 2010-2011, 51,2 % do pessoal que participou no programa foram homens. 13 membros do pessoal com necessidades especiais receberam uma bolsa suplementar para participar nos intercâmbios Erasmus (contra 5 no ano anterior). A duração média destes períodos de mobilidade foi de 5,7 dias e a bolsa média (que acresce ao salário normal) correspondeu a 662 euros (face a 672 euros, em 2009‑2010).

No total, 2 254 instituições de ensino superior participaram em atividades de mobilidade do pessoal, o que representa um aumento de 4,6 % em relação ao ano anterior.

Aumento significativo das missões de ensino

O número de docentes que beneficiou de apoio do programa Erasmus para uma missão de ensino subiu de forma constante e, desde a sua introdução, em 1997‑1998, foram já financiados mais de 300 000 intercâmbios de pessoal. Do total de 42 813 intercâmbios de pessoal apoiados em 2010-2011, 31 617 foram missões de ensino (+ 8,9 % em relação ao ano anterior).

Cerca de 355 missões de ensino envolveram profissionais de empresas privadas que foram convidados para lecionar em instituições de ensino superior de outros países europeus (+37 % do que no ano anterior).

O principal país de envio foi a Polónia, com 3 376 missões de ensino apoiadas, seguida pela Espanha (3 272) e pela Alemanha (3 006). Tal como em anos anteriores, os destinos preferidos para missões de ensino foram a Alemanha (3 059), a Espanha (3 017) e a Itália (2 859).

As áreas de estudo com maior mobilidade de docentes foram: as humanidades e as artes (30,5 %); as ciências sociais, os estudos comerciais e o direito (22,6 %); a engenharia, os estudos industriais e a construção (13,7 %). A duração média das deslocações ao estrangeiro para ensinar foi de 5,6 dias, registando-se uma diminuição pouco significativa mas constante desde 2000-2001 (duração média de 6,9 dias). A bolsa média concedida por missão de ensino (que acresce ao salário normal) correspondeu a 645 euros, o que representa um ligeiro decréscimo em relação ao ano anterior (654 euros).

Crescente popularidade da formação de pessoal

Desde a sua introdução, em 2007, o apoio concedido à formação de pessoal registou um forte aumento de popularidade. Do total de 42 813 intercâmbios de pessoal apoiados em 2010-2011, 11 196 foram períodos de formação de pessoal (+ 28 % em relação ao ano anterior). Estes intercâmbios destinam-se a pessoal docente e não docente, incluindo dos serviços administrativos e de apoio.

Em 2010-2011, 2 728 profissionais de instituições do ensino superior receberam formação numa empresa no estrangeiro (+ 48,6 % face ao ano anterior).

A Polónia enviou o maior número de profissionais para formação (1 834), seguida pela Espanha (1 234) e pela Finlândia (782). A Espanha foi o destino mais popular (1 287), seguida pela Alemanha (1 136) e pelo Reino Unido (1 121).

Os períodos de formação tiveram uma duração média de 6,2 dias, tendo participado mais mulheres do que homens na formação de pessoal (68 %), embora apenas 42,1 % de mulheres nas missões de ensino.

Crescimento dos Programas Intensivos Erasmus

O programa Erasmus oferece a docentes e estudantes a possibilidade de realizarem juntos determinados programas temáticos, com a duração de dez dias a seis semanas. A UE financia a organização destes programas intensivos, incluindo despesas de deslocação e ajudas de custo para os participantes.

Os países que organizaram o maior número destes programas foram a Itália (51 cursos, ou seja, 12,6% do número total), seguida pela Alemanha (38) e pela França (32). As áreas de estudo preferidas foram as ciências sociais, os estudos comerciais e o direito (26 %); as ciências, a engenharia, os estudos industriais e a construção (18 %). Os cursos de matemática e informática e de humanidades e artes representaram 15 % por área de estudo. A duração média dos cursos foi ligeiramente superior a 12 dias.

Em 2010-2011, foram organizados 404 programas intensivos Erasmus (contra 384 no ano anterior), tendo participado 13 963 estudantes (nacionais e internacionais: +10,7 %) e 5 010 docentes (+14,4 %).

Projetos de cooperação universitária Erasmus

O programa Erasmus promove igualmente a modernização do ensino superior europeu através do financiamento de projetos conjuntos. Estes projetos, com uma duração até 3 anos, visam incentivar a reforma das políticas através de uma cooperação transnacional entre instituições de ensino superior e outras partes interessadas. Os pedidos são apresentados anualmente, sendo atribuídos cerca de 20 milhões de euros por ano a estes projetos.

Muitos dos projetos financiados por esta vertente do programa Erasmus produziram importantes desenvolvimentos políticos. Nomeadamente, o Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos (ECTS), inicialmente um projeto Erasmus, tornou-se um instrumento essencial para fomentar uma mobilidade que é agora utilizada em toda a Europa. O ECTS baseia-se na atribuição de créditos ou pontos a diferentes módulos dos programas de estudos, de acordo com o volume de trabalho atribuído ao estudante e os objetivos específicos que deverá alcançar. Este sistema facilita a acumulação de créditos obtidos no âmbito de programas de estudos diferentes e simplifica o reconhecimento dos estudos realizados no estrangeiro.

O número de pedidos relativos a projetos de cooperação universitária tem vindo a aumentar todos os anos. Em 2011, foram apresentados cerca de 197 pedidos (contra 194 em 2010). Destes, foram selecionados 69 para financiamento, o que representa uma taxa média de sucesso de 35 %. O Reino Unido apresentou o número mais elevado de propostas (29), seguido pela Finlândia e pela Bélgica (ambas 21), pela Itália (18) e pela Espanha (16). O Reino Unido teve também mais sucesso em termos de pedidos aprovados (17 projetos aceites).

Quanto gasta a UE com o programa Erasmus?

Para o atual período orçamental (2007-2013), a UE atribuiu 3,1 mil milhões de euros ao programa Erasmus. Em 2010-2011, o orçamento total foi de cerca de 460 milhões de euros, dos quais 435 milhões destinados ao apoio à mobilidade.

A maior parte do orçamento do programa Erasmus é gerida pelas agências nacionais dos países participantes. Cerca de 90 % do orçamento do programa Erasmus são investidos na mobilidade dos estudantes e do pessoal. O Erasmus apoia igualmente projetos e redes multilaterais, que representam cerca de 4 % do orçamento. Estas iniciativas são geridas a nível central pela Agência de Execução relativa à Educação, ao Audiovisual e à Cultura (EACEA) em Bruxelas.

O quadro a seguir mostra o total dos fundos Erasmus atribuídos à mobilidade por ano.

Quadro 1: Fundos descentralizados Erasmus atribuídos às agências nacionais

Ano

Orçamento anual Erasmus dedicado

à mobilidade de estudantes e pessoal em milhões de euros

Alteração anual

1988

13,00

1989

26,84

106,46 %

1990

32,88

22,50 %

1991

43,86

33,39 %

1992

62,88

43,37 %

1993

67,88

7,95 %

1994

72,78

7,22 %

1995

73,46

0,93 %

1996

74,3

1,14 %

1997

70,00

-5,79 %

1998

100,27

43,24 %

1999

100,27

0,00 %

2000

111,79

11,49 %

2001

116,19

3,94 %

2002

121,9

4,91 %

2003

142,53

16,92 %

2004

168,00

17,87 %

2005

200,96

19,62 %

2006

245,75

22,29 %

2007

372,25

51,48 %

2008

416,36

11,85 %

2009

415,25

-0,27 %

2010

435,03

4,76 %

2011

469,64

7,96 %

2012

480,22

2,25 %

2013(*)

489,82

2,00 %

(*) Estimativa

Como são atribuídos os fundos Erasmus a nível nacional?

O orçamento global Erasmus destinado à mobilidade de estudantes e pessoal é atribuído aos diferentes países, com base nos seguintes fatores:

  • População: número de estudantes, diplomados e docentes no ensino superior (nível 5-6 da Classificação Internacional Tipo da Educação, CITE). Dados fornecidos pelo Eurostat.

  • O custo de vida e a distância entre capitais: utilizados como fatores de correção, aplicáveis ao fator demográfico.

  • Indicador do desempenho anterior: calculado em função do número de estudantes e pessoal enviado para outra instituição no passado (de acordo com os últimos dados disponíveis).

Como é calculado o montante da bolsa mensal da UE?

As bolsas Erasmus visam cobrir parte dos custos adicionais associados à deslocação para um país estrangeiro e à vida nesse país. Os estudantes Erasmus não pagam propinas na instituição de acolhimento no estrangeiro.

Em cada país, as agências nacionais concedem os fundos de que dispõem às instituições de ensino superior. Podem decidir atribuir bolsas mais elevadas a um menor número de estudantes (como é o caso, por exemplo, na Bulgária, em Chipre e na Turquia) ou bolsas mais baixas a mais estudantes (como, por exemplo, em França e Itália), mas têm de respeitar um limite máximo para as bolsas, que é estabelecido pela Comissão Europeia para cada país de destino (ver Guia do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida).

A agência nacional atribui fundos às instituições requerentes com base em certos fatores como os montantes solicitados ou o seu desempenho anterior. A instituição pode então decidir qual o montante exato da bolsa a pagar aos estudantes (e o montante diário ou semanal a pagar ao pessoal), em função dos limites fixados pela agência nacional, que diferem de país para país.

A bolsa mensal depende do país de destino e do tipo de mobilidade. Por exemplo, tem-se registado uma tendência para atribuir bolsas mais elevadas aos estágios do que aos programas de estudos no estrangeiro.

Outras fontes de cofinanciamento (nacionais, regionais e locais) podem complementar a bolsa Erasmus concedida pela União Europeia.

As agências nacionais podem aumentar a bolsa mensal no caso de estudantes de meios socioeconómicos mais desfavorecidos.

Em 2010-2011, a bolsa média mensal da UE atribuída para mobilidade dos estudantes variou entre 133 euros (estudantes espanhóis) e 653 euros (estudantes cipriotas). A média da bolsa mensal de todos os países foi de 250 euros.

Como podem os estudantes e pessoal requerer uma bolsa Erasmus?

O programa Erasmus está aberto à participação de todos os estudantes de qualquer instituição de ensino superior titular da Carta Universitária Erasmus que esteja situada num dos 33 países participantes (27 Estados-Membros da UE, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Turquia, Croácia e, a partir de 2011-2012, Suíça). A maioria das instituições de ensino superior europeias (mais de
4 000) já assinou a Carta Universitária Erasmus.

O primeiro passo para requerer uma bolsa para um período de estudos ou de estágio Erasmus é contactar o serviço de relações internacionais da instituição de origem e estabelecer, respetivamente, um plano de estudos ou de estágio, antes do período de mobilidade. Estes documentos, que definem o programa a realizar pelo estudante durante os estudos ou estágio, têm de ser aprovados e assinados pela instituição de origem, pela instituição ou empresa de acolhimento no estrangeiro e pelo estudante. Tal simplifica e garante o pleno reconhecimento académico pela instituição de origem das atividades concluídas com êxito durante o período Erasmus.

Período de estudos Erasmus: Os estudantes que desejam efetuar uma parte dos seus estudos no estrangeiro devem estar inscritos, no mínimo, no segundo ano de uma instituição de ensino superior.

Período de estágio Erasmus: Os estudantes podem realizar um estágio Erasmus a partir do primeiro ano de inscrição numa instituição de ensino superior.

A duração dos períodos no estrangeiro (para estudos ou estágio) pode variar entre 3 a 12 meses por período ou um total combinado de 24 meses. No que se refere aos estudantes do ensino profissional avançado, a duração mínima dos estágios é dois meses.

Mobilidade de pessoal Erasmus: O pessoal docente é obrigado a apresentar um programa de ensino à instituição ou empresa de origem aprovado pela instituição de acolhimento. Qualquer membro do pessoal que deseje candidatar-se a uma bolsa de formação Erasmus deve também definir o respetivo plano de formação em conjunto com a sua instituição de origem e a instituição ou empresa de acolhimento.

Quais os critérios aplicáveis às instituições de ensino superior para poderem participar no programa Erasmus?

As universidades e outras instituições de ensino superior têm de cumprir um certo número de princípios e obrigações estabelecidos na Carta Universitária Erasmus, antes de poderem participar numa ação de mobilidade ou projeto de cooperação Erasmus. É dada especial importância à garantia de uma elevada qualidade. A instituição de acolhimento não pode exigir o pagamento de propinas aos estudantes Erasmus provenientes de outra instituição e tem de reconhecer plenamente os períodos de estudos ou de estágio concluídos satisfatoriamente noutra instituição, após o regresso dos estudantes à sua instituição de origem.

O que é o Erasmus Mundus?

O programa Erasmus Mundus é um programa internacional relacionado, embora independente, com o programa Erasmus. Desde o seu lançamento em 2004, mais de 25 000 estudantes provenientes de outras partes do mundo receberam bolsas Erasmus Mundus, para estudar em instituições de ensino superior na Europa. Com um orçamento superior a 220 milhões de euros por ano (2011), o objetivo do programa Erasmus Mundus é apoiar a excelência académica, incentivar a cooperação com países fora da UE e reforçar a atratividade do ensino superior europeu. O programa Erasmus Mundus concede apoio financeiro a instituições e bolsas de estudo a indivíduos que participam em:

  • Mestrados e doutoramentos conjuntos europeus (incluindo bolsas de estudo)

  • Parcerias com instituições de ensino superior não europeias e bolsas para estudantes e pessoal docente dessas instituições

  • Projetos para promover o ensino superior europeu a nível mundial

A dimensão internacional dos programas educativos europeus será integrada no futuro programa Erasmus para Todos (IP/11/1398).

Porquê a designação Erasmus?

O programa Erasmus tem o nome do teólogo, filósofo e humanista Desiderius Erasmus de Roterdão (1466-1536). Erasmus, que viveu no Período da Reforma, foi um reputado opositor do dogmatismo.

Erasmus viveu e trabalhou em diferentes regiões da Europa, em busca do saber, da experiência e do conhecimento proporcionados pelo contacto com outros países.

O acrónimo ERASMUS pode também ser lido EuRopean Community Action Scheme for the Mobility of University Students.

Informações adicionais

Ver também: Erasmus bate novo recorde: intercâmbios de estudantes aumentam 8,5 % (IP/12/454)

Mais acerca do programa Erasmus

Erasmus: Factos e Números [brochura]

Erasmus Estatísticas

1 :

Em 2010, os 27 Estados-Membros da UE contavam com um total de cerca de 18,5 milhões de estudantes.


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