MEMO/07/484
Bruxelas, 21 de Novembro de 2007
Plano de Desenvolvimento Rural para Portugal
Continental
Perfil de Portugal Continental:
- Área: 89 045 km²; densidade populacional de 110
hab./km2
- As zonas rurais cobrem 85,4% do território; a sua densidade
populacional é pequena (40,9 hab./km²)
- 81% do território está classificado como zona desfavorecida e 21%
é abrangido pela rede Natura 2000
- As superfícies agrícola, florestal e natural ocupam parte
significativa do território (48%, 27% e 20%, respectivamente)
- O PIB per capita em Portugal Continental é de 72,3% da
média da UE
- A taxa de desemprego, de 6,8%, está abaixo da média da UE
- Elevada contribuição de emprego na agricultura (17%
superfícies rurais, 9% Portugal Continental).
- A superfície média do património agrícola é de 10,8
ha [aproximadamente metade da média da UE (20,4)], com elevado grau de
fragmentação (0,8 ha é a média da área PT por bloco).
Todavia, registou-se um aumento da dimensão média, a uma cadência
semelhante à média da UE, devida, em grande parte, à
redução do número de explorações agrícolas.
Simultaneamente, estas dedicam-se à especialização da
produção. Os agricultores de Portugal Continental pertencem
tendencialmente à faixa etária mais idosa.
- Os níveis de especialização são bastante reduzidos
comparativamente à média da UE. A percentagem da população
entre 25 e 64 anos com o ensino secundário completo é de 25%. Mais de
60% dos agricultores possuem apenas o ensino básico.
- Nos últimos anos, verificou-se um aumento significativo do Valor
Acrescentado Bruto (VAB) nas indústrias alimentar, das bebidas e do tabaco
(IABT), que gerou, em 2003, 3,1% da economia VAB. A estrutura das IABT em
Portugal é bastante semelhante à média da UE, embora esta possua
maior percentagem de grandes empresas, facto que poderá explicar as
diferenças na produtividade da mão-de-obra (46% da UE).
- As fileiras estratégicas de flores, fruta, produtos hortícolas,
azeite, vinho, produtos de qualidade e silvicultura possuem elevado potencial de
desenvolvimento.
Estratégia adoptada de acordo com o
perfil:
Os objectivos globais, escolhidos de acordo com as Orientações
Estratégicas da Comunidade (OEC) e o Plano Estratégico Nacional,
são os seguintes:
- Aumentar a competitividade dos sectores agrícola e florestal;
- Promover a sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais;
- Revitalizar económica e socialmente as zonas
rurais.
Dá-se especial destaque à competitividade, à
selectividade e à abordagem numa óptica de fileira. Esta é a
principal prioridade do Programa de Desenvolvimento Rural. Melhorar a
competitividade dos sectores agrícola e florestal é o pilar
fundamental, no qual assenta a estratégia. Consequentemente, o eixo I
é o mais importante em termos financeiros.
Orçamento global e repartição do financiamento
comunitário
|
Eixo
|
Despesa pública total (em euros)
|
Repartição do FEADER * na despesa pública,
em %
|
Contribuição do FEADER (em euros)
|
|
Eixo I
|
2 080 953 274
|
74.94%
|
1 559 364 977
|
|
Eixo II
|
1 776 806 306
|
81.50%
|
1 448 105 873
|
|
Eixo III
|
6 686 632
|
75.78%
|
5 067 150
|
|
LEADER
|
452 934 033
|
79.62%
|
360 606 500
|
|
Assistência técnica
|
126 579 837
|
75.00%
|
94 934 878
|
|
Total
|
4 443 960 082
|
78.04%
|
3 468 079 378
|
* FEADER = Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural
Objectivo global do programa de I&D no país
- Promoção da competitividade dos sectores agrícola e florestal
- Gestão sustentável do património rural
- Dinamização das zonas rurais
Dotação
orçamental e principais prioridades do eixo I:
Financiamento público total: 2 080 953 274 euros –
contribuição do FEADER: 1 559 364 977 euros
Principais prioridades:
- Promoção da competitividade
- Concentração nas fileiras estratégicas (fruta e produtos
hortícolas, flores, azeite, vinho, silvicultura, produtos de
qualidade)
- Melhoria da eficácia dos sistemas de irrigação e
desenvolvimento de novos sistemas, de modo a coibir e substituir a
utilização de águas subterrâneas
- Promoção do conhecimento e desenvolvimento de
competências
- Apoio à instalação de jovens
agricultores
Dotação orçamental e principais
prioridades do Eixo II:
Financiamento público total: 1 776 806 306 euros –
contribuição do FEADER: 1 448 105 873 euros
Principais prioridades no âmbito deste eixo:
- Apoio à manutenção de actividades em regiões
desfavorecidas e montanhosas
- Agricultura biológica e agricultura integrada
- Intervenções territoriais integradas em oito zonas do Natura 2000
e num local de Património Mundial; combinação de medidas
agro-ambientais e florestais
- Valorização ambiental de zonas
florestais
Dotação orçamental do eixo III:
Financiamento público total: 6 686 632 euros –
contribuição do FEADER: 5 067 150 euros
Este eixo será gerido pelo LEADER. A principal prioridade consiste na
conservação e reabilitação do património rural.
Dotação orçamental e principais prioridades do
LEADER:
Financiamento público total: 452 934 03 euros –
contribuição do FEADER: 360 606 500 euros
Apoio às estratégias integradas, seleccionadas de acordo com os
princípios LEADER. A medida contribuirá para a realização
dos objectivos do eixo III. A principal prioridade é a Qualidade de
vida/Diversificação. Prevê-se a cooperação
interterritorial e transnacional.
Ver:
http://ec.europa.eu/agriculture/rurdev/index_pt.htm