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Comissão Europeia

Comunicado de imprensa

Bruxelas, 5 de maio de 2014

Previsões da primavera de 2014: alargamento da base do crescimento

As previsões da primavera da Comissão Europeia apontam para a continuação da recuperação económica da União Europeia na sequência da sua saída da situação de recessão há um ano. O crescimento real do PIB deve atingir 1,6 % na UE e 1,3 % na área do euro em 2014, passando respetivamente em 2015 para 2,0 % e 1,7 %. As previsões baseiam-se no pressuposto de que as medidas estratégicas acordadas serão executadas pelos Estados-Membros e pela UE, prosseguindo o necessário ajustamento.

Siim Kallas, Vice-Presidente da Comissão, declarou: «A recuperação tem-se concretizado. Os défices diminuíram, o investimento recuperou e, sobretudo, a situação do emprego começou a melhorar. A prossecução dos esforços de reforma envidados pelos Estados-Membros e pela UE estão a revelar a sua utilidade. Esta mutação estrutural em curso faz-me lembrar o profundo ajustamento que as economias da Europa Central e Oriental realizaram na década de 90 e nos anos subsequentes, no âmbito da sua adesão à UE exatamente há 10 anos. A sua experiência mostra quão importante é a realização de reformas estruturais numa fase precoce e a sua firme prossecução, independentemente dos desafios enfrentados nesse processo. Neste sentido, não podemos abrandar os nossos esforços tendentes à criação de mais postos de trabalho para os europeus e ao reforço do crescimento potencial.»

RETOMA GRADUAL DO CRESCIMENTO ECONÓMICO

Em geral, a procura interna deverá tornar-se o principal motor do crescimento ao longo do período das previsões. As despesas dos consumidores deverão contribuir progressivamente para o crescimento, dado o rendimento real beneficiar da diminuição da inflação e da estabilização do mercado de trabalho. A recuperação do investimento deverá continuar a apoiar o crescimento, particularmente o investimento em equipamentos e construção. O contributo das exportações líquidas deve registar uma diminuição ao longo do período das previsões.

A natureza gradual desta retoma está em consonância com anteriores retomas na sequência de crises financeiras profundas. Embora as condições de financiamento sejam favoráveis em geral, existem ainda diferenças substanciais entre os Estados-Membros e entre empresas de diferentes dimensões.

As condições do mercado de trabalho começaram a melhorar no decurso de 2013, devendo seguir-se uma maior criação de emprego e uma nova redução das taxas de desemprego (para 10,1 % na UE e 11,4 % na área do euro em 2015).

Prevê-se que a inflação se mantenha a um nível reduzido, tanto na UE (1,0 % em 2014, 1,5 % em 2015) e na área do euro (0,8 % e 1,2 %).

Os défices da balança corrente dos Estados-Membros vulneráveis têm melhorado nos últimos anos, devido a ganhos contínuos de competitividade dos preços. Em vários destas economias, preveem-se excedentes em 2014 e 2015.

A redução dos défices das administrações públicas deverá continuar. Em 2014, prevê-se uma descida para cerca de 2½ % do PIB na UE e na área do euro. O rácio dívida/PIB atingirá um ponto culminante de quase 90 % na UE e de 96 % na área do euro, antes de descer no próximo ano.

O principal risco negativo para as perspetivas de crescimento continua a ser uma perda agravada da confiança decorrente da estagnação do processo de reforma. De notar ainda que aumentou a incerteza relativamente ao contexto externo. Por outro lado, a realização de novas reformas estruturais ambiciosas poderá conduzir a uma retoma mais forte do que a prevista.

Embora a evolução dos preços correntes reflita fatores externos e o processo de ajustamento em curso, um período demasiado prolongado de reduzida inflação poderá também acarretar riscos. No entanto, a retoma gradualmente mais dinâmica e com uma base cada vez mais alargada deve contribuir para a redução destes riscos.

http://ec.europa.eu/economy_finance/eu/forecasts/2014_spring_forecast_en.htm

Contactos :

Simon O'Connor (+32 2 296 73 59)

Vandna Kalia (+32 2 299 58 24)

Audrey Augier (+32 2 297 16 07)

Para o público: Europe Direct por telefone 00 800 6 7 8 9 10 11 ou por e­mail


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