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Continente conectado? Três quartos não têm acesso 4G!

Commission Européenne - IP/13/742   25/07/2013

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Comissão Europeia

Comunicado de imprensa

Bruxelas, 25 de julho de 2013

Continente conectado? Três quartos não têm acesso 4G!

Na altura em que os turistas europeus rumam às praias e às montanhas para as habituais férias de verão, novos dados mostram que quase nenhuns terão acesso 4G quando lá chegarem. Três quartos das pessoas que vivem na UE não têm acesso a ligações móveis 4G/LTE nas cidades onde vivem; nas zonas rurais não há, praticamente, redes 4G. Nos Estados Unidos, mais de 90 % das pessoas têm acesso a redes 4G.

A Vice-Presidente da Comissão Neelie Kroes declarou, a este respeito: «Estou com os cidadãos, os contribuintes e os eleitores, que desejam apenas que os seus telefones e tabletes funcionem. É frustrante ver que o meu telefone deixa de funcionar em Bruxelas porque temos apenas redes 3G. Esta frustração é igualmente sentida, todos os dias, por milhões de pessoas

Para informação

  1. Três Estados membros da UE não têm de todo 4G (Chipre, Irlanda, Malta).

  2. Só a Alemanha, a Estónia e a Suécia estão avançadas na implantação de redes 4G.

  3. Não há praticamente cobertura 4G nas zonas rurais da UE.

  4. A Europa mal chega a 5 % do total das ligações e assinaturas 4G em todo o mundo.

«Não é assim que se gere a economia. Isto significa também que os europeus que vivem nas zonas rurais e os que vão de férias são tratados como cidadãos de segunda classe», afirmou a Vice-Presidente Neelie Kroes.

«Independentemente do local onde se esteja, se se pagou um dispositivo e uma assinatura de comunicações móveis, o serviço deve funcionar», insiste Neelie Kroes.

O problema agrava-se

Diz ainda Neelie Kroes: «A UE está à beira da rutura das redes. Prevê-se que o tráfego móvel mundial cresça anualmente 66 %, os dispositivos inteligentes estão em todo o lado e as pessoas querem ver vídeo nesses dispositivos. Se não for disponibilizado mais espetro, tudo cai por terra.»

Não culpem a UE

Dada a explosão na procura de dados, a UE disponibilizou uma parte substancial do espetro para satisfazer a necessidade de banda larga sem fios de elevado débito (ver IP/12/929), mas, na verdade, o espetro é atribuído a nível nacional. Foram problemas a nível nacional que causaram atrasos nos procedimentos e no licenciamento, enquanto os processos de adjudicação em leilão deixaram os operadores de comunicações móveis com pouca liquidez para a implantação das redes, após terem obtido o direito de a efetuar. Dada ainda a fragmentação em 28 mercados nacionais, os operadores móveis não têm verdadeiramente a possibilidade de desenvolver uma estratégia à escala da UE.

Consequentemente, os utilizadores são afetados e a UE atrasa-se na corrida das comunicações 4G a nível mundial.

Problemas de dinheiro

Os preços pagos pelas empresas podem variar de 1 a 50 entre países da UE. Este sinal não é o de um mercado saudável. Em média, os direitos de utilização do espetro são quase 4 vezes mais caros do que nos EUA.

Quando os países "espremem" demasiado as empresas nos leilões de espetro, a economia é afetada, porque:

  1. os preços elevados nos leilões têm também como resultado que as empresas ficam sem meios para investir os 27 mil milhões de euros que um estudo da UE concluiu serem necessários para melhorar as redes.

  2. dados os atrasos na implantação das redes (o investimento em infraestruturas diminuiu nos últimos anos), as novas atividades económicas ficam suspensas e as receitas públicas provenientes dos impostos sobre essas atividades não chegam a materializar-se.

  3. as empresas ficam numa situação financeira precária (algumas têm dívidas três vezes maiores que o seu valor em bolsa).

O que está a fazer a Comissão?

  1. Está a efetuar consultas sobre uma coordenação muito maior no licenciamento do espetro. Os operadores poderão, assim, obter economias de escala com a implantação simultânea de serviços 4G na mesma faixa do espetro em vários países, e os consumidores poderão dispor mais cedo de acesso a serviços 4G.

  2. Está a lançar a fase preliminar da ação coerciva ao abrigo do artigo 6.º, n.º 2, do programa da política do espetro radioelétrico, respeitante à autorização de espetro harmonizado na UE adequado aos serviços 4G (870 MHz).

Ligações úteis

Agenda Digital

Neelie Kroes

Wireless-Europe no sítio Web da Agenda Digital

Programa da política do espetro radioelétrico

#ConnectedContinent

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Contactos

Email: comm-kroes@ec.europa.eu Tel.: +32.229.57361 Twitter: @RyanHeathEU


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