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Banda larga na Europa: os consumidores não recebem a velocidade de Internet que pagam

Commission Européenne - IP/13/609   26/06/2013

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Comissão Europeia

Comunicado de imprensa

Bruxelas, 26 de junho de 2013

Banda larga na Europa: os consumidores não recebem a velocidade de Internet que pagam

Os consumidores europeus não estão a dispor dos débitos de descarregamento (de entrada) em banda larga pelos quais pagam. De acordo com um novo estudo da Comissão Europeia sobre o desempenho da banda larga fixa, os consumidores dispõem apenas, em média, de 74 % do débito anunciado que contrataram.

A Vice-Presidente da Comissão Neelie Kroes declarou a este respeito: «Esta é a primeira vez que a diferença entre os débitos da banda larga publicitados e os reais é confirmada por dados comparáveis e fiáveis de todos os Estados-Membros da UE.» Existem diferenças significativas nos mercados nacionais europeus, muito provavelmente devido às práticas de publicidade. Neelie Kroes afirma que «os consumidores necessitam de conhecer mais este tipo de dados, para poderem fazer escolhas informadas, pelo que iremos repetir o exercício. E consideraremos estes primeiros resultados como mais uma prova da necessidade de um mercado único verdadeiramente conectado».

Eis algumas das principais conclusões do estudo:

  • O cabo apresenta os débitos de descarregamento mais fiáveis. A média europeia de 74 % esconde uma variação significativa no desempenho das diferentes tecnologias. Os serviços baseados na tecnologia xDSL atingiram apenas 63,3 % do débito de descarregamento anunciado, quando no cabo essa percentagem foi de 91,4 % e na FTTx de 84,4 %. (ver anexo)

  • Em termos absolutos, a média de débito de descarregamento em todos os países e com todas as tecnologias foi de 19,47 Mb/s durante as horas de pico. Os serviços FTTx foram os que atingiram débitos mais elevados, de 41,02 Mb/s. Os serviços de cabo atingiram os 33,10 Mb/s, enquanto os serviços xDSL se ficaram pelos 7,2 Mb/s, em média.

  • Os débitos de carregamento (de saída) aproximam-se mais dos publicitados. Em toda a Europa, o débito médio de carregamento foi de 6,20 Mb/s, representando 88 % dos débitos de carregamento anunciados. Os serviços FTTx foram, de longe, os que atingiram os débitos mais elevados, de 19,8 Mb/s. Tal deve-se ao facto de muitos serviços FTTx oferecerem um débito de carregamento muito mais próximo do de descarregamento. Os serviços de cabo e xDSL atingiram, respetivamente, uns modestos 3,68 Mb/s e 0,69 Mb/s.

    Os resultados baseiam-se no desempenho em períodos de pico, ou seja, nos dias úteis das

    19h00 às 23h00 (inclusive). Estes são os resultados gerais da amostra estudada e não se referem à composição efetiva do mercado da banda larga em cada país.

Voluntários precisam-se:

Este estudo decorrerá até final de 2014, estando previstas mais duas medições anuais. Os consumidores europeus podem avaliar o desempenho dos seus próprios FSI aderindo a uma comunidade de voluntários de todos os países da UE-27, mais a Croácia, a Islândia e a Noruega. Aos consumidores selecionados será enviado um pequeno dispositivo que se ligará à ligação Internet de casa. Este dispositivo efetuará uma série de testes automáticos quando a linha não estiver a ser utilizada e determinará a velocidade e o desempenho da respetiva ligação de banda larga. Obter aqui mais informações.

Contextualização

Os débitos dos produtos de banda larga são publicitados como «até XX Mbit/s». Estes débitos são designados por débitos «publicitados», «nominais» ou «anunciados», sendo esses que vemos na publicidade. Mas pode haver diferenças significativas entre o débito anunciado e o débito efetivamente oferecido aos consumidores. As variações no desempenho do descarregamento entre os Estados-Membros devem-se principalmente às tecnologias que têm sido tradicionalmente utilizadas nesses países.

A investigação mostra que entre 27 % e 41 % dos assinantes europeus de serviços Internet queixam-se de que os seus débitos de descarregamento não correspondem ao estabelecido nos contratos. E quase metade dos assinantes da UE afirmam terem por vezes dificuldades em aceder aos conteúdos e aplicações em linha devido à insuficiente velocidade ou capacidade.

Este é o primeiro estudo sobre o desempenho da banda larga que abrange todos os Estados-Membros da UE, incluindo a Croácia, muito em breve membro da UE, e ainda a Noruega e a Islândia, e que utiliza o mesmo método. O projeto está a ser gerido por uma empresa especialista em testar o desempenho da banda larga, a SamKnows, que já realizou projetos similares no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Baseia-se num método que utiliza dispositivos de hardware e fornece os resultados mais precisos e independentes sobre o desempenho da Internet, independentemente da tecnologia de acesso e da instalação doméstica. Este método foi igualmente utilizado pelos reguladores nacionais nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Brasil e em Singapura.

O relatório da fase 1 foi completado de forma independente dos fornecedores de serviços Internet (FSI), mas estes são convidados a participar na fase 2 e devem contactar ec@samknows.com para mais informações.

Os resultados foram obtidos em março de 2012, de um painel de 9 104 participantes. Foram feitas, no total, 3 065 341 850 medições em 75 978 173 ensaios únicos.

Ligações úteis

Relatório / Estudo

Quadro de indicadores da Agenda Digital

Agenda Digital

Neelie Kroes

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Contactos:

Ryan Heath (+32 2 296 17 16), Twitter: @RyanHeathEU

Linda Cain (+32 2 299 90 19)

Anexo

Alguns países não figuram nos gráficos, quer porque a tecnologia não está disponível quer porque o número de pontos de dados é insuficiente para produzir resultados comparáveis.

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