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Quadro de indicadores da UE: classificação dos progressos anuais no domínio das tecnologias digitais

European Commission - IP/13/528   12/06/2013

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Comissão Europeia

Comunicado de imprensa

Bruxelas, 12 de junho de 2013

Quadro de indicadores da UE: classificação dos progressos anuais no domínio das tecnologias digitais

Os europeus têm redes e serviços digitais de base, mas não estão a colher os principais benefícios, atuais e futuros, da revolução digital, devido a problemas nos mercados das telecomunicações e das tecnologias digitais em geral na Europa, de acordo com o quadro anual de indicadores da Agenda Digital da Comissão, hoje publicado. A Comissão irá adotar, ainda este ano, propostas de medidas concretas na sequência do pedido do Conselho Europeu de criação de um mercado único das telecomunicações, com vista a solucionar os problemas confirmados pelos dados hoje divulgados.

Neelie Kroes declarou, a este respeito: «Congratulo-me pelo facto de a Internet estar hoje praticamente em todo o lado na UE, mas não devemos ficar presos a este desafio que já pertence ao passado. Os dados revelam que, este ano, o maior problema é a falta de investimento em redes de débito muito elevado e a persistente ausência de um verdadeiro mercado único das telecomunicações. O problema é claro e a nossa resposta através de um pacote de medidas para o mercado único das telecomunicações também o será.».

Eis as principais conclusões que se podem retirar do quadro de indicadores da Agenda Digital da Comissão:

Progressos na Internet:

  1. A banda larga de base está agora praticamente em todo o lado na Europa — o desempenho do acesso por satélite melhorou, contribuindo para cobrir os 4,5 % da população não cobertos pela banda larga de base fixa. A Comissão procura agora promover uma maior adesão ao acesso por satélite nos casos em que este possa preencher as lacunas existentes.

  2. A banda larga rápida chega hoje a metade da população — 54 % dos cidadãos da UE têm banda larga disponível com débitos superiores a 30 Mb/s.

  3. O acesso à Internet é cada vez mais móvel — 36 % dos cidadãos da UE têm acesso à Internet através de computador portátil ou de outro aparelho móvel (o acesso por telemóvel aumentou de 7 %, em 2008, para 27 %, em 2012). A cobertura móvel de quarta geração (LTE) triplicou num ano, tendo atingido 26 %.

Áreas problemáticas

  1. Apenas 2 % dos agregados familiares aderiram a serviços de banda larga ultrarrápida (acima de 100 Mb/s), ou seja, está-se longe do objetivo da UE para 2020 de 50 %.

  2. 50 % dos cidadãos da UE não têm ou têm reduzidas qualificações informáticas — as qualificações dos utilizadores de TIC não melhoraram no último ano, nem qualitativa nem quantitativamente. 40 % das empresas que recrutam ou procuram recrutar especialistas em informática têm dificuldade em fazê-lo, prevendo-se que o número de vagas por preencher neste domínio atinja 900 000 em 2015. A recém-lançada grande coligação para a criação de empregos na área digital orientará a sua atividade para a solução deste problema.

Outras constatações:

  1. É crescente o número de pessoas que já navegaram na Internet — a percentagem de cidadãos da UE que nunca utilizaram a Internet diminui constantemente (baixou 2 pontos percentuais, tendo passado para 22 %). No entanto, há ainda cerca de 100 milhões de cidadãos da UE que nunca utilizaram a Internet, declarando que tal se deve essencialmente ao custo elevado ou à falta de interesse ou de qualificações.

  2. 70 % utilizam hoje regularmente a Internet, pelo menos uma vez por semana, contra 67 % no ano anterior; 54 % das pessoas desfavorecidas utilizam regularmente a Internet, contra 51 % no ano anterior.

  3. Os preços do roaming diminuíram em 2012 quase 5 cêntimos, sobretudo após a entrada em vigor do regulamento neste domínio, em 1 de julho de 2012.

  4. O comércio eletrónico está a crescer de forma constante, mas não nas transações transfronteiras — 45 % das pessoas utilizam a Internet para comprar bens e serviços, o que representa um pequeno aumento em relação aos 43 % de há um ano; muito poucas pessoas fazem compras transfronteiras.

  5. A maioria das empresas e dos cidadãos já utiliza os serviços da administração pública em linha — 87 % das empresas recorrem à administração pública em linha e a percentagem de cidadãos que o faz também aumentou no ano passado para 44 % (subida de 3 pontos percentuais em ambos os casos).

  6. As despesas em investigação aumentaram ligeiramente, apesar das restrições orçamentais. O investimento público em I&D no domínio das TIC aumentou 1,8 % (122 M€), tendo atingido 6900 M€; o investimento privado em I&D neste domínio também aumentou, mas esse aumento (2,7 %) foi insuficiente para compensar a diminuição no ano anterior.

Antecedentes

A Comissão Europeia pretende criar condições regulamentares e económicas que promovam a concorrência e o investimento nos mercados das tecnologias digitais na Europa.

O quadro de indicadores de 2013 da Agenda Digital permite avaliar os progressos a nível da UE e a nível nacional na realização desse objetivo, tendo em conta as 78 ações que a Agenda Digital prevê para a Comissão e as 23 para os Estados-Membros. O relatório tem por base os dados de 2012.

Em 2012-13, foram apresentadas propostas importantes para a realização dos objetivos da Agenda Digital, nomeadamente:

  1. Em 19 de dezembro de 2012, a Comissão Europeia adotou as orientações revistas relativas à aplicação das regras da UE em matéria de auxílios estatais no setor da banda larga, que incluem, em especial, o reforço das obrigações relativas ao acesso aberto e melhores regras de transparência.

  2. Em 7 de fevereiro de 2013, a Comissão adotou a sua estratégia para a cibersegurança, intitulada «Um ciberespaço aberto, seguro e protegido», que apresenta a posição global da UE sobre a melhor forma de prevenir e dar resposta às perturbações e aos ataques no ciberespaço.

  3. Simultaneamente, a Comissão adotou uma proposta de diretiva relativa à segurança das redes e da informação, elemento fundamental da estratégia global que exige a todos os Estados-Membros, aos principais facilitadores de serviços Internet e aos operadores de infraestruturas críticas que garantam um ambiente digital seguro e de confiança em toda a UE.

  4. Em 4 de março de 2013, a Comissão lançou a grande coligação para a criação de empregos na área digital, uma parceria multilateral que visa solucionar o problema da persistência de um grande número de ofertas de emprego não satisfeitas para especialistas em TIC.

  5. Em 26 de março de 2013, a Comissão adotou uma proposta de regulamento relativo à redução do custo das obras de engenharia civil, custo este que pode atingir 80 % do custo da instalação de redes de banda larga. Ao evitar escavações desnecessárias, o projeto de regulamento da Comissão poderá proporcionar uma poupança de 40 a 60 mil milhões de euros, ou seja, uma poupança que poderá atingir 30 % do custo total do investimento.

Até agora, a Comissão concluiu 55 ações no âmbito da Agenda Digital, enquanto 10 sofreram atrasos ou estão em risco de os sofrer. As restantes 36 ações sob a responsabilidade da Comissão ou dos Estados-Membros estão a respeitar os respetivos calendários de realização.

Ligações úteis

Quadro de indicadores da Agenda Digital

Perfis por país do quadro de indicadores: ver a evolução da banda larga, da utilização da Internet, da administração pública em linha, da regulamentação das telecomunicações e da investigação em cada país

A grande coligação para a criação de empregos na área digital

Agenda Digital

Neelie Kroes

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Ryan Heath (+32 2 296 17 16), Twitter: @RyanHeathEU

Linda Cain (+32 2 299 90 19)


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