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Comissão Europeia

Comunicado de imprensa

Bruxelas, 3 de maio de 2013

Previsões da primavera de 2013: A economia da União recupera lentamente de uma recessão prolongada

Após a recessão que marcou o ano de 2012, a economia da UE deverá estabilizar no primeiro semestre de 2013. Prevê-se que o crescimento do PIB se torne gradualmente positivo ao longo do segundo semestre do ano, para adquirir algum dinamismo em 2014. Uma vez que a procura interna continua a ser refreada por uma série de obstáculos, típicos dos períodos que se seguem às crises financeiras profundas, a procura externa deverá constituir o principal motor de crescimento este ano. Os ventos contrários que refreiam o consumo privado e o investimento deverão amainar progressivamente, abrindo caminho a uma tímida retoma, sustentada pelo mercado interno, durante o próximo ano. Estas previsões baseiam-se no pressuposto de que a prossecução das atuais políticas de reforma irá evitar um novo agravamento da crise das dívidas soberanas.

Estima-se agora que o crescimento anual do PIB para este ano se situe em -0,1% na UE e -0,4% na zona euro. Para 2014, prevê-se que a atividade económica se expanda 1,4 % na UE e 1,2 % na zona euro.

Olli Rehn, Vice-Presidente da Comissão Europeia, responsável pelos assuntos económicos e monetários e pelo euro, declarou: «Perante esta recessão prolongada, temos de fazer todos os possíveis para resolver a crise do desemprego na Europa. A combinação de políticas adotada pela UE visa promover um crescimento sustentável e a criação de emprego. O processo de consolidação orçamental segue o seu curso, embora a um ritmo decrescente. Em paralelo, deverão intensificar-se as reformas estruturais para desbloquear o crescimento na Europa.»

Os fatores que refreiam a procura interna estão a aligeirar-se lentamente

Atualmente, o investimento e o consumo internos continuam a ser entravados pelo processo de ajustamento dos balanços e por restrições na oferta de crédito em alguns países, pelas fracas perspetivas de lucros e rendimentos futuros e por uma grande incerteza em torno das perspetivas económicas. Apesar de a situação dos mercados financeiros ter melhorado de forma significativa e de as taxas de juro terem descido no conjunto da UE, estas melhorias não se transmitiram ainda à economia real. Até ao momento, apenas são visíveis sinais muito tímidos de melhoria na fragmentação financeira entre os Estados-Membros, continuando as empresas das economias vulneráveis a ser confrontadas com condições de crédito muito estritas.

A correção dos desequilíbrios externos e internos tem progredido, e prevê-se que diversos Estados-Membros vulneráveis registem este ano excedentes nas suas contas correntes, graças a uma melhor rentabilidade dos respetivos setores exportadores. No entanto, mesmo verificando-se um progressivo desendividamento, o endividamento continuará provavelmente a constituir um entrave ao crescimento durante o período em análise. Além disso, a atonia do mercado de trabalho deverá ter um efeito restritivo sobre o consumo privado. Em suma, prevê-se, por conseguinte, que o crescimento da procura interna se mantenha moderado ao longo do período abrangido pelas previsões.

A retoma da atividade económica deverá ser demasiado lenta para reduzir o desemprego. O desemprego, em 2013, deverá atingir 11 % na UE e situar-se em 12 % na zona euro, para estabilizar a estes níveis em 2014, prevendo-se que se mantenham as acentuadas diferenças entre Estados-Membros. O emprego deverá deteriorar-se de novo em 2013, uma vez que se continua a fazer sentir o impacto retardado da recessão de 2012. No entanto, espera-se que em 2014 um novo dinamismo no crescimento do PIB permita lançar a recuperação a nível do emprego.

A inflação dos preços no consumidor continuou a abrandar nos últimos trimestres, à medida que se atenua o impacto dos anteriores aumentos dos preços energéticos. Prevê-se que se mantenha o declínio gradual da inflação ao longo deste ano, estimando-se agora que esta se situe em 1,8 % na UE e 1,6 % na zona euro em 2013, para estabilizar em 1,7 % e 1,5 %, respetivamente, em 2014.

A consolidação orçamental estrutural avança mais lentamente

A redução dos défices das administrações públicas deverá manter-se. De acordo com as projeções efetuadas, os défices orçamentais globais deverão reduzir-se para -3,4 % no conjunto da UE e -2,9 % na zona euro em 2013. O ritmo da consolidação a nível dos saldos orçamentais estruturais deverá abrandar, relativamente a 2012. Tendo em conta as fracas perspetivas para a atividade económica, os rácios dívida/PIB deverão atingir este ano 89,8 % no conjunto da UE e 95,5 % na zona euro.

Embora os riscos que impendem sobre as perspetivas económicas tenham sido mitigados pelas importantes decisões políticas tomadas desde o verão passado, os riscos persistem. Os elevadíssimos níveis de desemprego que se verificam em certos Estados-Membros podem afetar a coesão social e tornar-se persistentes, se não forem empreendidas novas reformas. De um modo mais geral, continua a ser crucial a aplicação efetiva de medidas e políticas de ajustamento com vista a reforçar a arquitetura da UEM, para evitar um ressurgimento das tensões nos mercados financeiros. Como pontos positivos, refira-se que a situação favorável dos mercados financeiros, ou um progresso mais rápido do que o esperado em termos de ajustamento e reformas, poderão permitir um mais rápido retorno da confiança e um aceleramento do processo de retoma. O crescimento mundial poderá vir a ser mais dinâmico do que o previsto, em virtude, por exemplo, das medidas expansionistas recentemente adotadas. No que se refere às perspetivas inflacionistas, os riscos continuam a ser globalmente equilibrados.

O relatório pormenorizado encontra-se disponível em:

http://ec.europa.eu/economy_finance/eu/forecasts/2013_spring_forecast_pt.htm

Contacts :

Audrey Augier (+32 2 297 16 07)

Vandna Kalia (+32 2 299 58 24)

Simon O'Connor (+32 2 296 73 59)


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