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Comissão Europeia
Comunicado de imprensa
Bruxelas, 22 de fevereiro de 2013
Tabagismo na UE: Exposição ao fumo passivo reduzida, mas ainda demasiado elevada, diz relatório da Comissão
A proteção contra o tabagismo passivo melhorou consideravelmente na UE, de acordo com um relatório publicado hoje pela Comissão. 28 % dos europeus estiveram expostos ao tabagismo passivo em bares em 2012 – uma diminuição de 46 % em 2009. O relatório baseia-se nas comunicações dos 27 Estados-Membros em resposta à Recomendação do Conselho de 2009 sobre a criação de espaços sem fumo (2009/C 296/02), que instou os governos a adotar e aplicar legislação que garanta a plena proteção dos cidadãos contra a exposição ao fumo do tabaco nos locais de trabalho e recintos públicos fechados e nos transportes públicos. O relatório desvaloriza preocupações quanto ao impacto negativo que a proibição de fumar pode ter nas receitas dos bares e dos restaurantes, mostrando que o impacto económico foi limitado, neutro e até mesmo positivo ao longo do tempo. No entanto, o relatório demonstra também que alguns Estados-Membros registam atrasos, tanto no capítulo da adoção de legislação abrangente de proteção da saúde pública como no da execução.
Tonio Borg, Comissário Europeu responsável pela Saúde e Defesa dos Consumidores declarou: «O relatório hoje publicado revela que os Estados-Membros alcançaram progressos constantes em matéria de proteção dos seus cidadãos contra o tabagismo passivo. A exposição dos cidadãos ao tabagismo, no entanto, ainda varia muito entre os Estados‑Membros da UE e ainda há um longo caminho a percorrer para tornar a "Europa sem fumo" uma realidade. Apelo a todos os Estados-Membros para que intensifiquem os seus esforços para aplicar a legislação, aplaudo aqueles que aprovaram legislação ambiciosa antitabaco e insto com os outros para que sigam o exemplo».
A exposição ao tabagismo passivo constitui uma fonte generalizada de mortalidade, morbilidade e incapacidade na União Europeia. De acordo com estimativas prudentes1, mais de 70 000 adultos na UE morreram devido à exposição ao fumo do tabaco em 2002, sendo muitos deles não fumadores ou trabalhadores expostos ao tabagismo passivo nos seus locais de trabalho.
A Convenção-Quadro da OMS para a luta antitabaco apela a todos os seus signatários (176) a proporcionar «proteção eficaz contra a exposição ao fumo do tabaco nos locais de trabalho fechados, nos transporte públicos e nos recintos públicos fechados, e, quando apropriado, noutros locais públicos». Foram adotadas orientações em 2007 para ajudar os signatários a cumprir as suas obrigações.
Foi neste contexto que o Conselho adotou uma Recomendação do Conselho sobre a criação de espaços sem fumo, em 2009, na qual convida os Estados-Membros a adotar, até novembro de 2012, medidas para proporcionar uma proteção eficaz contra a exposição ao tabagismo passivo.
Outras conclusões importantes do relatório:
Todos os Estados-Membros comunicaram que já adotaram medidas destinadas a proteger os cidadãos contra a exposição ao fumo do tabaco.
As medidas nacionais diferem consideravelmente em termos de alcance e de âmbito de aplicação. Cerca de metade dos Estados-Membros adotaram ou reforçaram a sua legislação sobre a criação de espaços sem fumo desde 2009. Muitos deles também começaram mais cedo.
A execução afigura-se problemática nalguns Estados-Membros. Uma legislação complexa (ou seja, legislação com isenções) é considerada como sendo particularmente difícil de aplicar.
As taxas reais de exposição para os cidadãos da UE diminuíram globalmente de 2009 para 2012 (por exemplo, para os cidadãos que frequentam estabelecimentos onde se servem bebidas a taxa de exposição caiu de 46 % para 28 %). Existem, contudo, diferenças significativas entre os Estados-Membros.
A Bélgica, a Espanha e a Polónia são exemplos de países em que a adoção de legislação global levou a uma redução muito significativa das taxas de exposição num breve lapso de tempo.
Os efeitos positivos para a saúde decorrentes da legislação antitabaco são imediatos e incluem uma redução da incidência de ataques cardíacos e melhorias da saúde respiratória.
O apoio da opinião pública à legislação antitabaco é muito elevado na Europa. Um inquérito de 2009 revelou que, na sua maioria, os europeus são favoráveis. Estes resultados são também corroborados por inquéritos nacionais, que revelam que o apoio aumentou após a introdução de medidas eficazes.
Para mais informações sobre a legislação antitabaco na UE, consultar:
http://ec.europa.eu/health/tobacco/smoke-free_environments/index_en.htm
Sítio web do Comissário Borg:
http://ec.europa.eu/commission_2010-2014/borg/index_en.htm
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Recomendação do Conselho de 30 de novembro de 2009 sobre a criação de espaços sem fumo (2009/C 296/02).