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Apesar dos progressos verificados na redução do abandono escolar precoce e no aumento de licenciados na Europa, é necessário continuar os esforços

Commission Européenne - IP/12/577   07/06/2012

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Comissão Europeia

Comunicado de imprensa

Bruxelas, 7 de junho de 2012

Apesar dos progressos verificados na redução do abandono escolar precoce e no aumento de licenciados na Europa, é necessário continuar os esforços

Os Estados-Membros devem trabalhar mais se quiserem alcançar os objetivos da estratégia Europa 2020 no setor da educação, ou seja, reduzir as taxas de abandono escolar precoce para menos de 10% e aumentar o número de jovens licenciados para 40%, pelo menos, de acordo com os dados de 2011 comunicados pelo Eurostat. Estes dados mostram que os Estados-Membros estão a fazer progressos, mas as disparidades permanecem acentuadas, pelo que não é certo que a UE possa cumprir os objetivos traçados para 2020: a taxa de abandono escolar precoce desceu e situa-se agora em 13,5% (em 2010 era de 14,1% e de 17,6% em 2000). Em 2011, na UE, 34,6% das pessoas na faixa etária dos 30-34 anos tinham um diploma, contra 33,5% em 2010 e 22,4% em 2000.

Androulla Vassiliou, Comissária para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude, declarou: «Os Estados-Membros devem concentrar-se nas reformas e intensificar os seus esforços para executar as estratégias globais de luta contra o abandono escolar precoce. Têm, em simultâneo, de fomentar o acesso ao ensino superior e aumentar a sua qualidade. Dotar a juventude das competências e das qualificações necessárias ajudará a Europa a lutar contra o desemprego dos jovens, a ultrapassar a crise e a aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pela economia baseada no conhecimento. Um verdadeiro investimento no domínio da educação e da formação é um pré-requisito para o sucesso a longo prazo: sem o financiamento adequado, a Europa não vencerá o combate global do crescimento, do emprego e da competitividade».

Embora os números mais recentes sublinhem os progressos feitos a caminho de ambos os objetivos, a Comissão teme que esta evolução não resulte de reformas com impacto a longo prazo, mas seja apenas um subproduto do elevado desemprego juvenil que incita cada vez mais jovens a uma escolaridade e uma formação mais longas. É igualmente preocupante que os objetivos nacionais fixados pelos Estados-Membros não sejam suficientes para que a UE possa cumprir o seu objetivo global.

Em termos de abandono escolar precoce, que se define como a taxa de jovens entre os 18 e os 24 anos com habilitações secundárias, na melhor das hipóteses, que não seguem quaisquer ações de educação nem formação, foram 11 os Estados-Membros que ultrapassaram o valor de referência de 10%1. Malta (33,5%), Espanha (26,5%) e Portugal (23,2%) têm taxas mais elevadas de abandono escolar, mas realizaram progressos notáveis nos últimos anos. Entre os restantes Estados-Membros que reduziram a taxa de abandono escolar precoce estão Chipre (11,2%), a Letónia (11,8%) e a Bulgária (12,8%).

Em 13 Estados-Membros verificam-se taxas de conclusão do ensino superior acima da meta global de 40%2. Entre os que apresentam níveis mais baixos, a Eslovénia (37,9%), a Letónia (35,7%), a Hungria (28,1%), Portugal (26,1%), a República Checa (23,8%) e a Roménia (20,4%) registaram apesar de tudo um aumento anual superior a dois pontos percentuais. Em contrapartida, a Grécia (28,9%), a Áustria (23,8%) e a Itália (20,3%) apenas lograram aumentos de meio ponto percentual ou menos, enquanto a Bulgária (27,3%) e Malta (21,1%) registaram mesmo uma diminuição da taxa de conclusão do ensino superior. A Polónia (36,9%), a Alemanha (30,7%) e a Eslováquia (23,4%) registaram aumentos modestos no mesmo período.

Contexto

Os valores foram compilados pelo Eurostat no contexto do Inquérito às Forças de Trabalho, que fornece dados sobre a situação e a evolução do mercado de trabalho da UE, nomeadamente em matéria de educação e obtenção de habilitações. Em junho de 2011, os Estados-Membros comprometeram-se a desenvolver estratégias nacionais completas baseadas em dados concretos, destinadas a reduzir o abandono escolar precoce até ao final de 2012.

Recomendações específicas por país

Em 30 de maio de 2012, a Comissão Europeia apresentou um conjunto de recomendações específicas para cada Estado-Membroo em matéria de reformas tendentes a aumentar a estabilidade, o crescimento e o emprego em toda a UE. Seis países (Dinamarca, Hungria, Itália, Letónia, Malta e Espanha) foram objeto de recomendações sobre a luta contra o abandono escolar precoce, enquanto sete outros (Áustria, Bulgária, República Checa, Hungria, Itália, Letónia e Eslováquia) foram alvo de recomendações em matéria de ensino superior.

Cooperação a nível europeu e próximas etapas

Como parte do quadro estratégico de cooperação europeia na educação e formação («ET 2020»), a Comissão encoraja os Estados‑Membros a trabalhar em conjunto na redução da taxa de abandono escolar precoce e na modernização do ensino superior, através da identificação e do intercâmbio de boas práticas ao nível europeu. Um grupo de trabalho constituído por peritos de toda a União Europeia foi criado em dezembro de 2011 pela Comissão para apoiar o desenvolvimento de políticas de combate ao abandono escolar precoce.

A Comissão apresentará um relatório sobre os últimos progressos verificados em matéria de abandono escolar precoce e de habilitações superiores no próximo Education Monitor (outono de 2012) e na próxima Análise Anual do Crescimento (2013).

Para mais informações:

Comissão Europeia: abandono escolar precoce

Comissão Europeia: modernização da agenda do ensino superior

Eurostat: Inquérito às Forças de Trabalho

Sítio Web da Comissária Androulla Vassiliou

Siga Androulla Vassiliou no Twitter @VassiliouEU

Contacts :

Dennis Abbott (+32 2 295 92 58)

Dina Avraam (+32 2 295 96 67)

ANEXO

1. Taxas de abandono escolar precoce na UE (2000, 2010 e 2011) e objetivos nacionais de Europa 2020 (%)

 

2000

2010

2011

Objetivos nacionais

UE 27

17,6

14,1

13,5

Meta da UE = inferior a 10,0

AT

10,2

8,3

8,3

9,5

BE

13,8

11,9

12,3

9,75

BG

:

13,9

12,8

11,0

CY

18,5

12,6

11,2

10,0

CZ

:

4,9

4,9

5,5

DE

14,6

11,9

11,5

10,0

DK

11,7

10,7

9,6

10,0

EE

15,1

11,6

10,9

9,5

EL

18,2

13,7

13,1

10,0

ES

29.1

28.4

26.5

15.0

FI

9,0

10,3

9,8

8,0

FR

13,3

12,8

12,0

9,5

HU

13,9

10,5

11,2

10,0

IE

:

11,4

10,6

8,0

IT

25,1

18,8

18,2

15,5

LT

16,5

8,1

7,9

9,0

LU

16,8

7,1

6,2

10,0

LV

:

13,3

11,8

13,4

MT

54,2

36,9

33,5

29,0

NL

15,4

10,1

9,1

9,0

PL

:

5,4

5,6

4,5

PT

43,6

28,7

23,2

10,0

RO

22,9

18,4

17,5

11,3

SE

7,3

9,7

6,6

10,0

SI

:

5,0

4,2

5,1

SK

:

4,7

5,0

6,0

UK

18,2

14,9

15,0

:

Fonte: Eurostat, Inquérito às Forças de Trabalho, 2012.

Diagrama 1: Taxas de abandono escolar precoce, por país, em 2011 e objetivos nacionais de Europa 2020 (%)

2. Conclusão do ensino superior entre os 30-34 anos (2000, 2010 e 2011) e objetivos nacionais de Europa 2020 (%)

 

2000

2010

2011

Objetivos nacionais

UE 27

22,4

33,5

34,6

Meta da UE = 40,0

AT

:

23,5

23,8

32,0

BE

35,2

44,4

42,6

47,0

BG

19,5

27,7

27,3

36,0

CY

31,1

45,1

45,8

46,0

CZ

13,7

20,4

23,8

38,0

DE

25,7

29,8

30,7

42,0

DK

32,1

41,2

41,2

40,0

EE

30,8

40

40,3

40,0

EL

25,4

28,4

28,9

32,0

ES

29,2

40,6

40,6

44,0

FI

40,3

45,7

46

42,0

FR

27,4

43,5

43,4

50,0

HU

14,8

25,7

28,1

30,3

IE

27,5

49,9

49,4

60,0

IT

11,6

19,8

20,3

26,0-27,0

LT

42,6

43,8

45,4

40,0

LU

21,2

46,1

48,2

66,0

LV

18,6

32,3

35,7

34,0-36,0

MT

7,4

21,5

21,1

33,0

NL

26,5

41,4

41,1

mais de 40,0

PL

12,5

35,3

36,9

45,0

PT

11,3

23,5

26,1

40,0

RO

8,9

18,1

20,4

26,7

SE

31,8

45,8

47,5

40,0-45,0

SI

18,5

34,8

37,9

40,0

SK

10,6

22,1

23,4

40,00

UK

29,0

43,0

45,8

:

Fonte: Eurostat, Inquérito às Forças de Trabalho, 2012.

Diagrama 2: Conclusão do ensino superior entre os 30-34 anos, em 2011, e objetivos nacionais de Europa 2020 (%)

1 :

Eslovénia (4,2%), República Checa (4,9%), Eslováquia (5,0%), Polónia (5,6%), Luxemburgo (6,2%), Suécia (6,6%), Lituânia (7,9%), Áustria (8,3%), Países Baixos (9,1%), Dinamarca (9,6%) e Finlândia (9,8%).

2 :

Irlanda (49,4%), Luxemburgo (48,2%), Suécia (47,5%), Finlândia (46,0%), Chipre (45,8%), Reino Unido (45,8%), Lituânia (45,4%), França (43,4%), Bélgica (42,6%), Dinamarca (42,2%), Países Baixos (41,1%), Espanha (40,6%) e Estónia (40,3%).


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