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Agenda Digital: peritos em cibersegurança testam meios de defesa na primeira simulação pan-europeia

European Commission - IP/10/1459   04/11/2010

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IP/10/1459

Bruxelas, 4 de Novembro de 2010

Agenda Digital: peritos em cibersegurança testam meios de defesa na primeira simulação pan-europeia

Os peritos europeus em cibersegurança estão a testar hoje a sua capacidade de resposta num exercício pan-europeu inédito de simulação de ciberataques. No «CiberEuropa 2010», os peritos vão tentar dar resposta a tentativas simuladas, por parte de hackers (atacantes), de paralisação de serviços em linha fundamentais em diversos Estados membros da UE. A simulação basear-se-á num cenário em que a conectividade através da Internet entre os países europeus vai sendo gradualmente eliminada ou significativamente reduzida em todos os países participantes, de modo que os cidadãos, as empresas e as instituições públicas terão dificuldade em aceder a serviços em linha essenciais. Neste exercício, os Estados-Membros terão de cooperar entre si para evitar uma ruptura total (simulada) da rede. O evento é organizado pelos Estados membros da UE com o apoio da Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA) e do Centro Comum de Investigação (CCI). Ao exercício de hoje seguir-se-ão outros, com cenários mais complexos, em que se passa da escala europeia para a escala mundial. O apoio a exercícios à escala da UE de preparação no plano da cibersegurança é uma das acções previstas na Agenda Digital para a Europa (ver IP/10/581, MEMO/10/199 e MEMO/10/200), tendo como objectivo melhorar a confiança e a segurança em linha.

Neelie Kroes, Vice-Presidente da Comissão Europeia responsável pela Agenda Digital, que se encontra de visita ao centro anticiberataques do Reino Unido no decurso do exercício de simulação, afirmou: «Este exercício de teste à preparação da Europa contra as ciberameaças é um primeiro passo importante para trabalharmos em conjunto no combate às potenciais ameaças em linha às infra‑estruturas essenciais e garantirmos aos cidadãos e às empresas que podem sentir-se seguros em linha.».

No âmbito do exercício «CiberEuropa 2010» de hoje, peritos de toda a Europa irão pôr à prova a sua capacidade de resposta a um ataque simulado de hackers a serviços em linha fundamentais. O cenário do exercício é o da eliminação gradual ou redução significativa das ligações através da Internet entre países europeus; na pior das hipóteses, todas as grandes ligações transnacionais na Europa ficarão efectivamente fora de serviço.

Nesta simulação, os cidadãos, as empresas e as instituições públicas terão dificuldade em aceder a serviços em linha fundamentais (nomeadamente os de administração pública em linha), a menos que o tráfego nas interligações afectadas seja reencaminhado. O exercício basear-se-á num cenário em que, ao longo do dia, os países, um após outro, experimentarão problemas crescentes de acesso. Todos os Estados-Membros participantes terão de cooperar para organizar uma resposta comum à crise fictícia.

Este exercício de cibersegurança visa melhorar a compreensão, por parte dos Estados-Membros, do modo de gestão dos ciberincidentes e testar as ligações e os procedimentos de comunicação em caso de ciberincidente real em grande escala. O exercício vai testar a adequação dos pontos de contacto nos países participantes, os canais de comunicação, o tipo de intercâmbio de dados através desses canais e a compreensão, por parte dos Estados-Membros, do papel e do mandato das entidades competentes nos restantes Estados-Membros.

O exercício de cibersegurança foi organizado pelos Estados membros da UE em coordenação com a Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA) e conta com o apoio do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia. Todos os Estados membros da UE, assim como a Islândia, a Noruega e a Suíça, participam activamente ou como observadores. Consoante o país, são diversas as entidades públicas dos Estados-Membros envolvidas, nomeadamente os ministérios das comunicações, as autoridades responsáveis pela protecção das infra-estruturas críticas da informação, as organizações de gestão de crises, as equipas nacionais de resposta a incidentes no domínio da segurança informática (CSIRT) as autoridades nacionais para a segurança da informação e os serviços de informações de segurança.

Antecedentes

A ENISA foi criada em 2004. Em 30 de Setembro de 2010, a Comissão propôs o reforço e a modernização da ENISA com vista a ajudar a UE, os Estados-Membros e as partes interessadas do sector privado a desenvolverem as suas capacidades e a sua preparação, com vista a prevenir, detectar e dar resposta a ameaças no domínio da cibersegurança (ver IP/10/1239, MEMO/10/459).

No mesmo dia 30 de Setembro de 2010, a Comissão propôs uma directiva que prevê procedimentos judiciais e sanções penais mais pesadas para os autores de ciberataques e os criadores de software com eles relacionado e de outro software malicioso. Os Estados-Membros serão também obrigados a dar resposta rápida aos pedidos urgentes de auxílio em caso de ciberataques, tornando a justiça e a cooperação policial neste domínio mais eficazes na Europa (ver MEMO/10/463).


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