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IP/10/1071

Bruxelas, 26 de Agosto de 2010

Eurobarómetro da Primavera de 2010: Cidadãos da UE desejam governação económica mais firme

De acordo com o Eurobarómetro da Primavera de 2010 (sondagem semestral realizada pela UE), 75% dos europeus pensam que a melhoria da coordenação das políticas económicas e financeiras entre os Estados‑Membros da UE permitiria combater de forma eficaz a crise económica. O inquérito hoje publicado foi realizado em Maio, no auge da crise da dívida pública na Europa. São 72% os inquiridos a pretender que a UE fiscalize de forma mais apertada as actividades dos mais importantes grupos financeiros internacionais, o que representa um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao último Eurobarómetro, realizado no Outono de 2009. As principais áreas de preocupação dos europeus no que diz respeito à crise são a situação económica actual (40%; esta percentagem mantém-se inalterada em relação ao Outono de 2009), o desemprego (48%; -3 pontos percentuais) e o aumento dos preços (20%; +1). A crise influenciou igualmente a percepção que os cidadãos têm da UE: 40% dos europeus associam a UE ao euro (+3 pontos), 45% à liberdade de viajar, estudar e trabalhar em qualquer lugar da UE (-1), e 24% à paz (-4).

«O facto de uma grande maioria dos inquiridos se manifestar a favor do reforço da governação económica europeia revela que as pessoas vêem a UE como um factor decisivo na resolução da crise», afirmou Viviane Reding, Vice-Presidente da Comissão Europeia e Comissária responsável pela Comunicação. «O nosso inquérito da Primavera – realizado no auge da crise - reflecte os tempos difíceis e os desafios que os europeus enfrentaram nos últimos meses. Desde então, a UE tomou medidas importantes e audaciosas para restaurar a confiança. Consequentemente, o euro voltou a valorizar-se e assistimos agora ao retomar do crescimento nas principais economias europeias. É certamente demasiado cedo para cantar vitória, mas temos agora a possibilidade de moldar a governação económica europeia, tal como pretendem os cidadãos comunitários, de forma a que a Europa possa contribuir para resolver os seus problemas».

O Eurobarómetro da Primavera de 2010 foi realizado, sob a forma de entrevistas pessoais, entre 5 e 28 de Maio de 2010, no auge da crise da dívida na Europa. Foi entrevistado um total de 26 641 pessoas nos 27 Estados-Membros da UE.

Os resultados deste Eurobarómetro revelam as expectativas crescentes dos cidadãos em relação à UE: um número cada vez maior de europeus acredita que é a UE – e não os Estados Unidos nem o G20 – quem se encontra em melhor posição para tomar medidas eficazes contra a crise (26%, +4 pontos em comparação com o Outono de 2009).

Os cidadãos desejam também, cada vez mais, uma maior coordenação das políticas económicas e financeiras à escala da UE: 75% dos inquiridos desejam uma governação económica europeia mais forte (+2 pontos em comparação com o Outono de 2009 e +4 em comparação com Fevereiro de 2009). O apoio à governação económica é mais acentuado na Eslováquia (89%), na Bélgica (87%) e em Chipre (87%). Registou-se em diversos países uma acentuada mudança de opinião a favor de uma governação económica mais forte, nomeadamente na Finlândia e na Irlanda (+13 pontos em comparação com o Outono de 2009), na Bélgica e na Alemanha (+7), na Áustria, no Luxemburgo e na Eslováquia (+6), e nos Países Baixos (+5).

A maioria dos europeus está consciente dos importantes desafios que todos os países da UE estão a enfrentar neste momento: 74% concordam que o seu país precisa de reformas para enfrentar o futuro (+1 em comparação com o Outono de 2009), e 71% estão dispostos a suportar reformas em benefício das gerações futuras (esta percentagem manteve-se inalterada). Os europeus hesitam quanto à melhor forma de estimular a retoma económica: 74% acreditam que as medidas de redução dos défices e das dívidas públicos nacionais não podem esperar (85% na Suécia, 84% na Hungria, 83% na Alemanha, 82% na Bélgica e em Chipre, e 80% na República Checa, na Grécia e na Eslovénia). Paralelamente, na UE-27, 46% dos cidadãos manifestam-se igualmente a favor da utilização dos défices públicos para estimular a actividade económica (36% são contra e 18% não têm opinião). Nos 16 países da área do euro, o resultado é diferente: 42% são contra a utilização dos défices públicos, ao passo que 41% se mostram a favor.

A maioria dos europeus considera que a UE fixou as prioridades certas na sua estratégia para a recuperação económica intitulada «Europa 2020» (IP/10/225): 92% concordam que os mercados de trabalho precisam de ser modernizados com vista a aumentar os níveis de emprego e que a ajuda às pessoas necessitadas e socialmente excluídas deve constituir uma prioridade. 90% defendem uma economia que utilize menos recursos naturais e emita menos gases com efeito de estufa.

Quando interrogados sobre os benefícios de fazer parte da UE, 49% dos europeus responderam em Maio que consideravam «positivo» o facto de o respectivo país pertencer à UE (-4 pontos em comparação com o Outono de 2009). O apoio público à permanência na UE foi ainda mais elevado do que em 2001, altura em que, em consequência do abrandamento verificado após o rebentar da «bolha Internet», esse apoio era apenas de 48%.

O inquérito permitiu igualmente determinar que, em Maio de 2010, a confiança nas instituições da UE era mais elevada do que a confiança nos governos nacionais ou nos parlamentos nacionais (42% contra 29% e 31%, respectivamente), apesar de a confiança na UE ter abrandado no auge da crise (tendo passado de 48% para 42% no Outono de 2009). Os níveis de confiança eram mais elevados na Estónia (68%), na Eslováquia (65%), na Bulgária e na Dinamarca (61%), e mais baixos no Reino Unido (20%).

Em virtude das negociações de adesão iniciadas entre o Conselho Europeu e a Islândia em 27 de Julho de 2010 (IP/10/1011), o Eurobarómetro da Primavera incluiu também, pela primeira vez, entrevistas pessoais com 526 islandeses. Os cidadãos da Islândia foram inquiridos sobre as suas atitudes gerais face à UE. Em Maio, 35% confiavam na UE e 29% pensavam que a Islândia teria vantagem em ser membro da UE.

Antecedentes

Em 12 de Maio e em 30 de Junho, a Comissão Europeia apresentou propostas destinadas a reforçar a governação económica e a melhorar a vigilância estrutural e a supervisão orçamental na UE (IP/10/561, IP/10/850).

Os últimos dados do Eurostat (segundo trimestre de 2010) mostram que o PIB na UE-27 cresceu 1,0% em comparação com o primeiro trimestre de 2010.

Para mais informações

O Eurobarómetro da Primavera de 2010 (primeiros resultados) está disponível em:

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/eb/eb73/eb73_en.htm

Annex

Main findings of the Spring Eurobarometer

Three quarters favour stronger European economic governance

Figures and graphics available in PDF and WORD PROCESSED

What Europeans associate the European Union with

Figures and graphics available in PDF and WORD PROCESSED

Perception on the need for reforms at national level

Figures and graphics available in PDF and WORD PROCESSED

Figures and graphics available in PDF and WORD PROCESSED

Confidence in the EU and national governments/parliaments

Question: Generally speaking, do you think that (OUR COUNTRY)'s membership of the European Union is…? Results for period spring 2001- spring 2010. % EU

Figures and graphics available in PDF and WORD PROCESSED

Support for "Europe 2020" priorities

Question: For each of the following initiatives, please tell me how important or not you think they are in order for the European Union to exit the present financial and economic crisis and prepare for the next decade. Please use a scale from 1 to 10, where '1' means that you think this initiative is "not at all important" and '10' means that it is "very important". % EU


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