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IP/09/ 1431

Bruxelas, 7 de Outubro de 2009

Investir no futuro: Comissão apela a um investimento adicional de 50 mil milhões de euros em tecnologias hipocarbónicas

A Comissão Europeia convidou as autoridades públicas, as empresas e os investigadores a conjugarem esforços para desenvolver até 2020 as tecnologias necessárias para fazer face às alterações climáticas, garantir o aprovisionamento energético da UE e assegurar a competitividade das economias europeias. Numa proposta intitulada «Investir no desenvolvimento de tecnologias hipocarbónicas», a Comissão estima que nos próximos dez anos será necessário um investimento adicional de 50 mil milhões de euros na investigação de tecnologias energéticas, quase triplicando – de 3 para 8 mil milhões de euros – o investimento anual na União Europeia. Trata-se de um passo em frente na aplicação do Plano Estratégico Europeu para as Tecnologias Energéticas (Plano SET), o pilar tecnológico da política da UE em matéria de energia e clima. São equacionadas várias fontes de financiamento, provenientes dos sectores público e privado, a nível nacional e comunitário, que, utilizadas de forma coordenada, ajudarão também a impulsionar um sector industrial em rápido crescimento e a criar emprego.

O Comissário Europeu responsável pela Ciência e Investigação , Janez Potočnik, afirmou: «É urgente reforçar o investimento na investigação de tecnologias limpas para que a Europa possa realizar com menores custos o processo de Copenhaga e as etapas que se seguirão. Com as estimativas hoje apresentadas, a Comissão pretende fazer do Plano SET um trampolim para uma economia hipocarbónica, que só será possível reunindo recursos públicos e privados de uma forma coerente. Aumentar hoje os investimentos inteligentes na investigação é criar uma oportunidade para desenvolver novas formas de crescimento, tornar mais ecológica a economia europeia e assegurar a competitividade da UE quando se sair da crise».

Andris Piebalgs, Comissário responsável pela Energia, afirmou: «As anteriores revoluções industriais provaram que as tecnologias certas podem transformar de forma positiva o modo como vivemos. Temos hoje uma oportunidade única para mudar um modelo energético baseado na poluição e em combustíveis fósseis escassos e de elevado risco num modelo limpo, sustentável e menos dependente. Tudo depende da escolha das tecnologias certas».

« O investimento necessário para o desenvolvimento de tecnologias limpas e renováveis só será possível recorrendo a uma ampla gama de instrumentos financeiros. A Comissão e o BEI já aumentaram significativamente o investimento para este fim, mas precisamos de mobilizar mais verbas provenientes dos sectores público e privado. Propomos o reforço do Mecanismo de Financiamento da Partilha de Riscos, um maior apoio ao capital de risco e o desenvolvimento do Fundo Marguerite e de outros fundos», declarou Joaquin Almunia, Comissário responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários.

Principais tecnologias e actividades a financiar

Num trabalho conjunto com a indústria e a comunidade da investigação, a Comissão elaborou «roteiros» tecnológicos que identificam as principais tecnologias hipocarbónicas com forte potencial a nível da UE em seis domínios: energia eólica, energia solar, redes de electricidade, bioenergia, captura e armazenagem de carbono (CAC) e cisão nuclear sustentável. Os custos adicionais cobririam a investigação fundamental e aplicada, as actividades de demonstração e a introdução precoce no mercado, não abrangendo as actividades de implantação. Foi proposta uma nova iniciativa no domínio da eficiência energética, que poderá vir a abranger 30 cidades (a iniciativa «Cidades inteligentes»), como primeiro incentivo para a adopção pelo grande público de tecnologias energeticamente eficientes, energias renováveis e tecnologias da rede energética.

Partilhar responsabilidades para atingir a rentabilidade económica

A Comissão apela a uma acção coordenada e complementar da parte dos principais intervenientes e a uma maior propensão para assumir o risco. O apoio público é necessário quando existe um grande nível de incerteza tecnológica e o risco de mercado é elevado. Este facto deveria ser um incentivo para a participação da indústria, apoiada por um maior investimento dos bancos e investidores privados nas empresas que irão liderar a transição para uma economia hipocarbónica. É também considerada a possibilidade de intervenção do BEI para aumentar o empréstimo destinado a financiar o Plano SET.

Ver também MEMO/09/437 – Perguntas e respostas

Sítios Web :

Plano SET: http://ec.europa.eu/energy/technology/set_plan/set_plan_en.htm

Apoio do CCI ao Plano SET: http://ec.europa.eu/dgs/jrc/index.cfm?id=4390&lang=en

S istema de Informação sobre as Tecnologias Energéticas Estratégicas (SETIS):

http://setis.ec.europa.eu

IP e MEMO anteriores:

IP/07/1750 , MEMO/07/494 e MEMO/07/493 publicados em 22 de Novembro de 2007.

IP/08/1587 , MEMO/08/657 , publicados em 28 de Outubro de 2008.


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