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Bruxelas, 30 de Maio de 2007
Ao apresentar o relatório, Danuta Hübner, Comissária responsável pela política regional, disse o seguinte: «A política de coesão demonstrou a sua capacidade de adaptação a um enquadramento em mutação. Apoiou investimentos muito necessários em infra-estruturas, recursos humanos e a modernização e diversificação de economias regionais. Ajudou a deslocar a combinação das políticas de investimento público nos Estados-Membros no sentido das prioridades da União.» “
E acrescentou ainda: «A política de coesão tem que ver, no seu todo, com a criação de oportunidades para cada cidadão comunitário onde quer que viva, através da redução das disparidades entre regiões, da mobilização de potencial não utilizado, da concentração dos recursos em investimentos que gerem crescimento. A União enfrenta muitos desafios no período que se avizinha: uma população que começará a diminuir cerca de 2020 e que já está a diminuir em muitas regiões, aumento da pressão económica por concorrentes globais, aumento dos preços da energia, alterações climáticas e polarização social. A Europa tem de dar resposta a estes desafios. Para fazê-lo, precisamos de envolver todas as regiões e pessoas na geração de riqueza, de empregos e de crescimento.»
Vladimír Špidla, Comissário responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, declarou: «Esta política ajudou também a reduzir a exclusão social e a pobreza e a melhorar a administração e a governação pública, particularmente a nível subnacional. Ao fazê-lo, esta política contribuiu para o crescimento do PIB e para reduzir as disparidades na União.»
Afirmou ainda: «Nos próximos sete anos, o Fundo Social Europeu
(FSE) investirá por ano mais de 10 mil milhões de euros nas pessoas,
ajudando-as a melhorar as suas competências e empregabilidade. Os desafios
do progresso tecnológico e da globalização tornam particularmente
importante garantir que as pessoas tenham competências para fazer face
às mudanças – os trabalhadores têm de ser capazes de se
adaptar.» E acrescentou: «O FSE é uma ferramenta essencial
para ajudar os Estados-Membros a pôr em prática a flexigurança
– uma combinação de políticas activas para o mercado de
trabalho, de disposições contratuais flexíveis e de aprendizagem
ao longo da vida. Desempenha ainda um papel fundamental para ajudar a promover e
implementar políticas de conciliação, particularmente importantes
para o esforço da UE no sentido de aumentar o número de mulheres e de
homens em situação de emprego.»
A Comissária
Hübner definiu o quadro para uma discussão sobre o que fazer nesta
área política após o actual período de financiamento, que
vai de 2007 a 2013. «Mas podemos fazer ainda melhor. Proponho 10
questões para um debate sobre o futuro desta política, que espero seja
amplo e inclusivo. Informarei sobre os resultados deste debate no próximo
ano.»
CONCLUSÕES DO RELATÓRIO
O relatório está dividido em quatro partes:
QUESTÕES-CHAVE
O relatório propõe as seguintes questões para um amplo debate sobre o futuro da política de coesão.
1. Que lições pode tirar da experiência da preparação dos programas 2007/2013? Neste contexto e à luz da análise apresentada pelo presente relatório, em que medida está a política de coesão adaptada aos novos desafios que as regiões europeias enfrentarão nos próximos anos? Por exemplo:
1.1. Como podem as regiões reagir às pressões de reestruturação por parte de concorrentes dinâmicos em sectores de baixa e média tecnologia?
1.2. Dadas as amplas diferenças nas taxas de natalidade, taxas de mortalidade e fluxos migratórios a nível regional, qual é o papel da política de coesão na resposta à mudança demográfica?
1.3. Em que medida são as alterações climáticas um desafio para a política de coesão?
2. Como pode a política de coesão continuar a desenvolver uma abordagem integrada e mais flexível relativamente ao desenvolvimento/crescimento e emprego neste novo contexto?
2.1. Como pode a política de coesão promover melhor um desenvolvimento harmonioso, equilibrado e sustentável, tendo em conta a diversidade de territórios da UE, como as áreas menos favorecidas, ilhas, áreas rurais e costeiras, mas também as cidades, regiões industriais em declínio e outras áreas com características geográficas particulares?
2.2. Quais são as repercussões dos desafios identificados no relatório para elementos-chave da coesão social como a inclusão, a integração e a igualdade de oportunidade para todos? São necessários outros esforços para prever e contrariar essas repercussões?
2.3. Quais são as principais competências futuras que são essenciais para os nossos cidadãos enfrentarem novos desafios?
2.4. Quais são as competências críticas que devem ser desenvolvidas a nível regional para tornar as regiões concorrenciais à escala global?
3. Após a análise das questões precedentes, qual é a avaliação do sistema de gestão desta política para o período 2007-2013?
3.1. Dada a necessidade de uma gestão eficiente dos programas da política de coesão, qual é a repartição óptima das responsabilidades entre os níveis comunitário, nacional e regional num sistema de governação com vários níveis?
3.2. Como pode a política de coesão tornar-se mais eficaz no apoio das políticas públicas nos Estados-Membros e regiões? Que mecanismos de execução poderiam fazer com que a política se baseasse mais no desempenho e se tornasse mais simples para o utilizador?
3.3. Como podemos reforçar a relação entre política de coesão e outras políticas nacionais e comunitárias para alcançar mais e melhores sinergias e complementaridades?
3.4. Quais são as novas oportunidades de cooperação entre regiões, tanto dentro como fora da UE?
Notas para os editores
O quarto relatório sobre a coesão económica e social apresenta os dados fundamentais e as questões-chave para um debate aberto sobre o futuro da política de coesão após 2013, que será oficialmente lançado com o Quarto Fórum da Coesão programado para 27-28 de Setembro, em Bruxelas.
A Comissão Europeia é obrigada a apresentar um relatório sobre a coesão económica e social, ao abrigo do disposto no artigo 159.° da versão consolidada do Tratado que institui a Comunidade Europeia, que diz:
De três em três anos, a Comissão apresentará ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões um relatório sobre os progressos registados na realização da coesão económica e social e sobre a forma como os vários meios previstos no presente artigo contribuíram para esses progressos; este relatório será acompanhado, se for caso disso, de propostas adequadas.
Mais informações sobre a política regional em: http://ec.europa.eu/regional_policy/index_en.htm
[1] Comunicação da Comissão COM/2007/273