Embora a UE seja uma das regiões mais prósperas do mundo, existem grandes diferenças em termos de riqueza, tanto em cada país como entre os vários países. Por exemplo, o país mais rico da UE, o Luxemburgo, é sete vezes mais rico do que a Roménia e a Bulgária, que foram os últimos países a aderir à UE e que são também os Estados-Membros mais pobres.
Todavia, o efeito de alavanca da adesão à UE, em conjugação com uma política regional eficaz e adaptada a objetivos específicos, pode dar bons resultados.
Solidariedade e coesão
A política regional da UE tem por objetivo:
- ajudar as regiões a atingirem o seu pleno potencial
- melhorar a competitividade e o emprego através do investimento a nível regional em setores com elevado potencial de crescimento, com um valor acrescentado para o conjunto da UE
- aproximar da média europeia, o mais rapidamente possível, os níveis de vida dos países que aderiram à UE depois de 2004
Causas das desigualdades
As desigualdades regionais devem-se a muitos fatores, nomeadamente:
- desvantagens estruturais decorrentes do isolamento geográfico ou de uma baixa densidade populacional
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mutações sociais e económicas recentes
- o peso da herança das anteriores economias de direção central
- a conjugação destes e de outros fatores
O impacto destas desvantagens manifesta-se frequentemente em:
- carências sociais
- má qualidade do ensino
- níveis de desemprego mais elevados
- infraestruturas inadequadas
Fomentar o crescimento e o emprego

A política regional investe, antes de mais, nas pessoas.
A política regional deve articular-se com a estratégia da UE de promoção do crescimento e do emprego:
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tornando os países e as regiões mais atrativas em termos de investimento, melhorando a acessibilidade, proporcionando serviços de qualidade (por exemplo, Internet de alto débito) e preservando o ambiente
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fomentando a inovação, o empreendedorismo e a economia do conhecimento, incentivando as regiões a tirarem partido dos seus pontos fortes e a fazerem uma utilização mista e mais eficaz dos fundos públicos nacionais e regionais europeus, desenvolvendo estratégias de «especialização inteligente» para o crescimento
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criando mais e melhores empregos, atraindo mais pessoas para o mercado de trabalho, invertendo a fuga de cérebros, melhorando a capacidade de adaptação dos trabalhadores e aumentando o investimento no capital humano
Financiamento disponível
As despesas regionais para 2007-13 representam mais de um terço do orçamento da UE, ou seja, cerca de 347 mil milhões de euros.
As verbas provêm de três fontes, consoante o objeto do financiamento e a região ou o país beneficiário:
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Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) – infraestruturas gerais, inovação e investimentos
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Fundo Social Europeu (FSE) – projetos de formação profissional e outros programas de apoio ao emprego e à criação de emprego
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Fundo de Coesão – projetos no domínio da proteção do ambiente e das infraestruturas de transportes, assim como projetos de desenvolvimento das energias renováveis Os financiamentos concedidos ao abrigo deste fundo destinam-se a 15 países, cujos indicadores económicos são inferiores a 90 % da média da UE (Portugal, Grécia, Espanha e os 12 Estados-Membros mais recentes)
Onde e como são despendidas as verbas
A política regional concede financiamentos a todas as regiões da UE, em conformidade com os objetivos da Estratégia Europa 2020.
São envidados esforços especiais nos países da UE da Europa Central e Oriental, bem como noutros países e regiões com necessidades de desenvolvimento específicas. A política regional tem como objetivo combater a crise e acelerar a distribuição dos fundos disponíveis.
É consagrada especial atenção ao apoio à inovação e à investigação, ao desenvolvimento sustentável e à criação de um enquadramento favorável às PME, que constituem a espinha dorsal da economia europeia. Também são financiados, embora em menor escala, projetos de cooperação transfronteiras e inter-regionais.
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