A investigação e o desenvolvimento (I &D) contribuem para o crescimento económico e para a criação de emprego. As novas tecnologias ajudam também a fazer face a desafios sociais como a pobreza, a saúde e a degradação do ambiente.

Intensidade de investigação e desenvolvimento (GERD em % do PIB) na UE, Japão e nos Estados UNidos 1995-2005
Para se manter competitiva, a UE deve investir mais em acções de investigação e desenvolvimento e igualar o nível de investimento dos seus mais importantes concorrentes nesta área. A indústria europeia, em especial, deve gastar o mesmo que as empresas americanas e japonesas, se quiser permanecer na vanguarda da tecnologia e da inovação. Não é provável que a UE atinja este objectivo investindo 3% do PIB em investigação até 2010.
A União Europeia tem de melhorar os seus resultados no que se refere à transposição do conhecimento científico para patentes de inventos e produtos destinados aos sectores de tecnologias avançadas. O Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia apoiará este processo incentivando parcerias para reforçar os três vértices do triângulo do conhecimento: a investigação, a educação e a inovação.
Criar um Espaço Europeu de Investigação
A UE procura criar um Espaço Europeu de Investigação único que incentive a transferência de conhecimentos através de redes de investigadores europeus de craveira internacional. A cooperação entre países europeus é também encorajada através de infra-estruturas de ponta e da tomada de decisões conjunta em matéria de investigação. Um tal espaço de investigação permitirá aos países da UE enfrentarem juntos os grandes desafios como, por exemplo, o surto de gripe A (H1N1).
Fomentar a investigação através do Sétimo Programa-Quadro
A manifestação mais concreta da política de investigação e inovação da União Europeia é o 7.º Programa-Quadro 2007-2013 (7.º PQ), dotado de um orçamento 50,5 mil milhões de euros.

Graças ao financiamento da UE é possível utilizar sistemas GPS nas operações de busca e salvamento.
O 7.º Programa-Quadro prevê quatro programas específicos:
-
Cooperação :projectos de investigação conjunta em domínios como a saúde, alimentação, agricultura, pescas, biotecnologia, tecnologias da informação e das comunicações, energia, ambiente (incluindo as alterações climáticas), transportes (incluindo a aeronáutica), ciências sócio-económicas e ciências humanas, espaço e segurança, nanociências, nanotecnologias, materiais e novas tecnologias de produção.
-
Ideias:este programa prevê nomeadamente a instituição de um Conselho Europeu de Investigação, que apoia a investigação na fronteira da ciência;
-
Pessoas:este programa centra-se nos recursos humanos e inclui bolsas para jovens investigadores, bolsas para formação ao longo da vida e evolução na carreira, parcerias entre a indústria e as universidades e prémios de excelência;
-
Capacidades:este programa investe nas infra-estruturas de investigação, reforço das capacidades de investigação das PME, desenvolvimento de agregados regionais centrados no conhecimento e na ciência e divulgação científica em geral.
Preparar o futuro
O Centro Comum de Investigação da UE (CCI) integra uma rede de sete institutos de investigação de toda a UE. Para além da investigação em energia nuclear e em segurança nuclear, o CCI desenvolveu um sistema de teledetecção que permite detectar crises alimentares nos países terceiros em desenvolvimento em que é necessária a intervenção a União Europeia.
O reactor ITER, que está a ser construído em Cadarache (França), constitui um passo importante na construção de reactores-protótipo destinados a centrais eléctricas baseadas na fusão nuclear, uma forma de energia nuclear considerada segura, sustentável e respeitadora do ambiente. Colaboram no projecto ITER a UE, o Canadá, a China, a Índia, o Japão, a Coreia do Sul, os Estados Unidos e a Rússia.
A UE no espaço
O sector espacial é tratado pela primeira vez separadamente no 7.º PQ, sublinhando assim a crescente importância que a UE atribui ao facto de desempenhar um papel independente neste campo. O projecto de vigilância mundial do ambiente e da segurança facilitará a utilização de observações espaciais para prever e responder a situações de crises em matéria de ambiente e de segurança.
A UE lidera também o projecto Galileu de desenvolvimento da próxima geração de sistemas globais de determinação da posição por satélite (GPS), outra área em que a UE pretende desenvolver a sua própria tecnologia e não depender de outros países. As aplicações do futuro irão muito além do GPS, já correntemente utilizado nos automóveis para nos ajudar a chegar ao destino, e abrangerão por exemplo uma gestão mais eficiente do tráfego e uma função auxiliar de operações de busca e salvamento.