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Os europeus e o trabalho

O emprego e a criação de mais e melhores postos de trabalho constituem prioridades fundamentais para a UE. A União deve também ajudar a proporcionar igualdade de oportunidades a fim de que quem queira trabalhar o possa fazer. O objectivo é elevar a taxa de emprego das pessoas em idade activa a 70% do conjunto da população dessa mesma faixa etária até 2010.

Em que sectores trabalham os europeus

Na década de 1950, mais de 20% da população da UE trabalhava na agricultura e cerca de 40% na indústria. Desde então, o emprego na agricultura e na indústria decresceu, ao passo que o número de postos de trabalho no sector dos serviços subiu em flecha. Em 2004, mais de dois terços dos postos de trabalho da UE 25 eram no sector dos serviços. A taxa relativa à agricultura era de 5,0% e a relativa à indústria de 27,9%.

Números recentes mostram que, embora os níveis de emprego continuem a subir no sector dos serviços e a descer no da agricultura, o número de postos de trabalho na indústria se manteve relativamente estável.

Quantas pessoas trabalham na UE?

Em 2006, 65,4% das pessoas em idade de trabalhar na UE 27 tinham emprego. A taxa de emprego mais elevada registava se na Dinamarca e a mais baixa na Polónia, variando igualmente entre homens e mulheres.

A luta contra o desemprego é vital para a UE. A taxa de desemprego varia consoante os países e as regiões. Em 2007, os Países Baixos e a Dinamarca registavam o mais baixo nível de desemprego, verificando-se o mais alto na Eslováquia.

Em termos gerais, 7,1% da população activa da UE-27 encontrava-se desempregada em 2007, contra 4,6% nos Estados Unidos.

A disparidade entre homens e mulheres

Em todos os países da UE, as mulheres ganham (em média) menos que os homens. A Estónia e Chipre, onde, as mulheres ganhavam 25% menos que os homens, registam a maior disparidade de remunerações entre homens e mulheres. Malta regista a menor disparidade (4%). Para que a UE aumente a sua população activa, são necessárias melhores remunerações e condições para atrair mais mulheres ao mercado de trabalho. Entre 1998 e 2006, a disparidade média de remunerações entre homens e mulheres reduziu se de 17% para 15%.

É também necessário que tanto os homens como as mulheres trabalhem durante mais tempo. A UE envida os maiores esforços para ajudar pessoas de todas as idades a encontrar emprego e a mantê lo. Conta se entre esses esforços a adopção de políticas para encorajar o trabalho a tempo parcial e para eliminar as incompatibilidades entre a vida profissional e a vida familiar.

Oportunidades iguais para todos?

Em todas as faixas etárias, há mais homens empregados do que mulheres na UE. Em certos casos, esta situação deve se à discriminação no local de trabalho; noutros, decorre de escolhas pessoais ou de tradições culturais.