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A União Económica e Monetária (UEM) e o euro
I. Historial da cooperação monetária (a) O Sistema Monetário Europeu (SME) Quando, em 1971, os Estados Unidos decidiram abolir a relação fixa entre o dólar e o preço oficial do ouro, que assegurava a estabilidade monetária mundial desde a Segunda Guerra Mundial, pôs se termo ao sistema de taxas de câmbio fixas. Tendo em vista a concretização da sua própria união monetária, os Estados-Membros da UE decidiram evitar margens de flutuação superiores a 2,25% entre as moedas europeias, através de uma intervenção concertada nos mercados cambiais, o que levou à criação do Sistema Monetário Europeu (SME). Entrado em vigor em Março de 1979, o sistema assentava em três elementos principais:
(b) Do SME para a UEM O SME teve uma história contrastada. Em 1992, na sequência da reunificação da Alemanha e de novas tensões monetárias na Europa, a lira italiana e a libra esterlina abandonaram o SME. Em Agosto de 1993, os países do SME decidiram alargar temporariamente as margens de flutuação a 15%. Entretanto, para impedir que se verificassem flutuações importantes das taxas de câmbio entre as moedas europeias e para eliminar desvalorizações competitivas, os governos dos Estados-Membros decidiram relançar o projecto de uma verdadeira união monetária e introduzir uma moeda única. No Conselho Europeu de Madrid, em Junho de 1989, os dirigentes da União adoptaram um plano em três etapas para uma união económica e monetária. Este plano foi integrado no Tratado de Maastricht sobre a União Europeia, adoptado pelo Conselho Europeu em Dezembro de 1991. II. A União Económica e Monetária (UEM) (a) As três etapas A primeira etapa, que teve início em 1 de Julho de 1990, implicou:
A segunda etapa começou em 1 de Janeiro de 1994 e implicou:
A terceira etapa foi o nascimento do euro. Em 1 de Janeiro de 1999, 11 países adoptaram o euro, que passou assim a ser a moeda comum da Áustria, da Bélgica, da Finlândia, da França, da Alemanha, da Irlanda, da Itália, do Luxemburgo, dos Países Baixos, de Portugal e de Espanha (aos quais se juntou a Grécia em 1 de Janeiro de 2001). A partir deste momento, o Banco Central Europeu substituiu o IME e passou a ser responsável pela política monetária, que é definida e executada em euros. Em 1 de Janeiro de 2002, entraram em circulação nos 12 países da área do euro as notas e moedas de euros. Dois meses depois, as notas e moedas nacionais tinham sido retiradas. A partir daí, só o euro passou a ter curso legal nos países da área do euro, que representam mais de dois terços da população da UE. (b) Os critérios de convergência Cada Estado-Membro deve cumprir cinco critérios de convergência para poder passar à terceira etapa. São eles:
(c) O Pacto de Estabilidade e Crescimento Em Junho de 1997, o Conselho Europeu adoptou um pacto de estabilidade e crescimento que consiste num compromisso permanente dos Estados-Membros relativamente à manutenção da sua disciplina orçamental e torna possível a aplicação de sanções a qualquer país da área do euro cujo défice orçamental exceda os 3%. O Pacto veio a ser considerado demasiado severo e sofreu uma reforma em Março de 2005. (d) O Eurogrupo O Eurogrupo é a instância informal que permite aos Ministros das Finanças dos países da área do euro reunirem se. O objectivo destas reuniões é assegurar uma melhor coordenação das políticas económicas, supervisionar as políticas orçamentais e financeiras dos Estados-Membros e representar o euro em fóruns monetários internacionais. (e) Os novos Estados-Membros e a UEM Os novos Estados-Membros deverão, todos eles, adoptar o euro quando conseguirem cumprir os critérios requeridos. A Eslovénia foi o primeiro dos países que aderiram em 2004 a consegui lo e passou a integrar a área do euro em 1 de Janeiro de 2007. |
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